OMS se pronuncia nesta quarta-feira e define o coronavírus como uma pandemia
Até o momento, a doença já afetou 118 mil pessoas e causou 4.291 mortes.
Nesta quarta-feira (11), o Covid-19 foi declarado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma pandemia. Casos, mortes e números de países afetados pelo coronavírus devem continuar aumentando nos próximos dias, afirma a OMS. Segundo o dicionário, a palavra pandemia é usada para classificar uma doença como "enfermidade epidêmica amplamente disseminada".
"A descrição da situação como uma pandemia não altera a avaliação da OMS da ameaça representada por esse vírus. Isso não muda o que a OMS está fazendo nem o que os países devem fazer ", declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
De acordo com Michel Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS, a declaração não significa que a organização vá adotar novas recomendações em relação ao vírus.
"A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional - é uma caracterização ou descrição de uma situação, não é uma mudança na situação. (...) "Não é hora para os países seguirem apenas para a mitigação"", disse Michael Ryan.
De acordo com os diretores, os países devem continuar buscando formas de conter a circulação do vírus e diminuir o número de pessoas que ainda devem contrair a doença.
"Pandemia não é uma palavra para ser usada de maneira leviana ou descuidada. É uma palavra que, se mal utilizada, pode causar medo irracional ou aceitação injustificada de que a luta acabou, levando a sofrimento e morte desnecessários", afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Para Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde a declaração da OMS já era esperada pelas autoridades e, na prática, ela não altera a forma de tratar o coronavírus. Ainda segundo ele, a organização demorou para definir o Covid-19 como uma pandemia, algo que, na sua opinião, já deveria ter sido feito antes.
De acordo com o último balanço divulgado pelo órgão, em todo o mundo, já são mais de 118 mil casos, em 114 países diferentes. A doença já causou a morte de 4.291 pessoas.