Maitê Proença: Superando a exposição da tragédia familiar
Atriz compartilha como lidou com exposição de drama pessoal na TV.
A atriz Maitê Proença, aos 66 anos, recentemente abordou novamente a exposição pública de um momento delicado de sua vida, no qual se sentiu desconfortável ao ser confrontada por Faustão para falar sobre o assassinato de sua mãe.
Exposição Pública de uma Tragédia
O incidente ocorreu ao vivo em 2005, durante sua participação no programa ‘Domingão do Faustão’. Na ocasião, o apresentador trouxe à tona o assassinato de sua mãe, Margot, cometido pelo pai da atriz, Eduardo, quando Maitê tinha apenas 12 anos.
O Desabafo e a Repercussão
Em uma entrevista ao podcast ‘Retiro O Que Eu Disse’, Maitê compartilhou sua perspectiva sobre o episódio: “Eu tinha uma história familiar guardada comigo. Durante 25 anos da minha carreira pública, mantive isso em segredo, pois acreditava que essa narrativa não pertencia apenas a mim, mas também a outras pessoas... Em um dia, fui a um programa de auditório e parte dessa história foi exposta”.
Essa exposição impactou significativamente sua relação com a mídia: “A partir daquele momento, a imprensa sensacionalista teve liberdade para explorar isso. Eu me tornei outra pessoa. Deixei de ser apenas uma jovem do mundo cor-de-rosa para me tornar alguém com uma tragédia. Decidi lidar com isso à minha maneira”, afirmou.
O Refúgio na Literatura
Para enfrentar essa situação, Maitê encontrou na literatura um escape. “Escrevi um livro de ficção [‘O Pior de Mim - Uma Vida Inventada’], com muitos elementos baseados em fatos reais, como forma de lidar com a situação. Havia duas personagens femininas na trama, com o intuito de confundir, para que ninguém soubesse quem era eu. O livro alcançou a marca de 150 mil cópias vendidas”, revelou.
Privacidade e Resiliência
“Durante toda minha trajetória, ao me tornar uma figura pública, nunca desejei expor essas histórias. Acredito que cada indivíduo tem suas vivências e tristezas. Não é assim que se constrói uma carreira, expondo e enfatizando a tragédia pessoal, buscando piedade alheia”, declarou em outro momento.