Freira brasileira considerada a pessoa mais velha do mundo morre aos 116 anos

Freira brasileira mais velha do mundo, Inah Canabarro Lucas morre aos 116 anos
Freira brasileira mais velha do mundo, Inah Canabarro Lucas morre aos 116 anos
Freira brasileira mais velha do mundo, Inah Canabarro Lucas morre aos 116 anos (Foto: Divulgação/Carlos Macedo)

A freira brasileira Inah Canabarro Lucas, considerada a mulher e a pessoa mais velha do mundo pelo Guinness World Records, morreu aos 116 anos na quarta-feira (30). A informação foi confirmada pelo LongeviQuest– autoridade global em longevidade humana máxima.

Inah Canabarro Lucas nasceu em 8 de junho de 1908, no município gaúcho de São Francisco de Assis (RS), a cerca de 430 km da capital Porto Alegre. Aos 16 anos, iniciou sua trajetória religiosa no internato Santa Teresa de Jesus, em Santana do Livramento.

Inah mudou-se para Montevidéu, Uruguai, onde foi confirmada na Igreja Católica em 1º de outubro de 1929, aos 21 anos. Em 1930, retornou ao Brasil para ensinar português e matemática na Tijuca, no Rio de Janeiro. Ela renovou seus votos em 1932 e novamente em 1933, e em 27 de julho de 1934, aos 26 anos, fez seus votos perpétuos, tornando-se oficialmente freira.

Ao longo dos anos, Inah trabalhou como professora e secretária em Santana do Livramento. Em 1980, ingressou na Casa Provincial de Porto Alegre, onde continuou sua missão religiosa e educativa. Ao completar 110 anos, em 2018, ela recebeu uma bênção apostólica do Papa Francisco.

Inah recebeu o título de pessoa viva mais velha do mundo no início de 2025, após a morte da japonesa Tomiko Itooka, também aos 116 anos. Quando questionada sobre o segredo de sua longevidade, a freira atribuiu ao Senhor, dizendo que Ele a ajudou a viver tantos anos. "Ele é o segredo da vida. Ele é o segredo de tudo", disse em entrevista à equipe LongeviQuest.

Com a morte de Inah, a britânica Ethel Caterham, de 115 anos, tornou-se a pessoa viva mais velha do mundo. Nascida em Hampshire, na Inglaterra, ela era a segunda mais nova de oito filhos. Sua irmã mais velha, Gladys Babilas viveu até os 104 anos.

Ethel foi casada com o major Norman Caterham, falecido em 1976. Viúva, herdou a Triumph Dolomita de seu marido e continuou dirigindo-a até os 97 anos. Ela permaneceu ativa até a velhice, jogando bridge regularmente como centenária, e sobreviveu à morte de suas duas filhas, Gem e Anne.

Hoje, aos 115 anos, Ethel continua com boa saúde. Seu passatempo favorito é sentar-se em silêncio em seu jardim (apropriadamente chamado de jardim de Ethel em sua homenagem) ao sol ouvindo pássaros, ou sentar-se em silêncio relaxando em seu quarto ouvindo música clássica.