Adolescente morto em cemitério tinha amizades ligadas ao crime, diz polícia
Adolescente de 17 anos é executado com nove tiros dentro de cemitério em Teresina
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o assassinato do adolescente Breno Rodrigues da Silva, de 17 anos, encontrado morto na manhã de terça-feira (19) dentro do Cemitério Santa Cruz, na zona Sul de Teresina.
O delegado Danúbio Dias, responsável pelas investigações, informou que a vítima havia saído de casa às 14h do dia anterior e desaparecido. Breno foi atingido por nove tiros, sendo quatro na cabeça. O crime é investigado como execução.
Familiares relataram à polícia que um homem, não identificado, procurou por Breno no dia de seu desaparecimento, alegando que a vítima havia saído em sua motocicleta. Ele foi conduzido à delegacia para prestar depoimento.
"Ele disse que a vítima pediu a moto para comprar um refrigerante e não retornou. Diante disso, ele procurou os familiares, pois estava preocupado com o paradeiro tanto da vítima quanto do veículo", explicou o delegado.
O homem foi liberado após prestar esclarecimentos, já que, até o momento, a investigação não indica participação direta dele no crime.
Ainda segundo o delegado, o homem apresentou um álibi durante o depoimento: uma vizinha afirmou que estava com ele no momento em que foram ouvidos disparos vindos da direção do cemitério.
"Essa testemunha serve como álibi. Ela ouviu os tiros e afirmou que o rapaz estava com ela naquele momento. Isso nos leva a crer que ele não estava com a vítima na hora da execução", detalhou.
A motocicleta usada por Breno ainda não foi localizada pela polícia.
A motivação do crime ainda não foi confirmada, mas o delegado destacou que a área onde o corpo foi encontrado é conhecida por disputas entre facções.
“Infelizmente, trata-se de uma linha tênue entre grupos criminosos. A vítima não tinha passagens pela polícia, mas familiares mencionaram que ele mantinha amizades com pessoas ligadas ao crime”, afirmou.
O DHPP continua apurando o caso e busca identificar os vínculos da vítima, a origem do empréstimo da motocicleta e os possíveis envolvidos na execução. O delegado reforçou que nenhuma hipótese está descartada.
"Seguimos trabalhando para entender o contexto e a motivação dessa morte. O padrão da execução indica uma mensagem, e isso é algo que precisamos desvendar”, finalizou.