Quem é mais fatal, O Canto ou O Silêncio das Sereias
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Entre rochedos de Antemusa, no mar da Grécia antiga
Entre espumas e sal, Sereias cantavam a morte com voz de mel e desejo
Navios quebravam, corações naufragavam
E o mar cúmplice, guardava os ossos, daqueles que ouviam
As vozes teciam o destino em cada nota
Cantavam a morte com boca de mel e promessas
O canto era fio de seda, que amarrava o peito dos homens
Presos no encanto que prometia tudo e entregavam o fim
Ulisses venceu amarrado ao mastro, ouvindo sem se entregar
Derrotadas, elas calaram e viraram espumas, viraram pedras, entre os rochedos e o mar
Mas não morreram de vez
Hoje vivem na tela, no brilho fácil, na promessa que tira da rota
Sereias contemporâneas, lembram: nem todo canto é abrigo
E eu fico aqui, entre a onda e a calma, me perguntando:
quem é mais fatal, O canto ou o Silêncio das Sereias?