Tenda

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Tenda
Tenda (Foto: Gerado por IA)

Meu coração é tenda debruada

De paixões, fincadas entre os cactos

No deserto, ainda assim sofro os impactos

Das lembranças que chegam de enxurrada.

.

Impossível manter a tenda armada,

Neste redemoinho de coactos

Fantasmas, que refazem atros pactos,

Perturbando minha alma perturbada.

.

Destino, carma, sina! Quão tormento!

Espectros tangidos pelo vento.

Destruindo-me a paz, o tédio cresce...

.

Em quantas fortes liças fiquei preso,

“Quanto mais rezei e ainda rezo,

Mais assombração me aparece.”