O Sertão Mora em Mim

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O Sertão Mora em Mim
O Sertão Mora em Mim (Foto: Gerado por IA)

Quem foi que disse
Que eu vou embora do sertão?
Não acredite, não!
Porque o sertão mora no meu coração.

E se um dia eu for embora,
Ele vai comigo, sim senhor;
O sertão não me abandona,
É raiz, é vida, é meu amor.

Foi no sertão que eu me criei,
Tudo o que sei, aprendi por lá;
Com o sol queimando a pele,
E a esperança ensinando a caminhar.

O sertão ensina a gente
A ser forte e persistente na missão;
E continua sendo sempre
Uma fonte inesgotável de inspiração.

Sertão de Luiz Gonzaga,
De Patativa e Lampião;
Terra de histórias cantadas,
Guardadas na voz da tradição.

No sertão tem farinhada,
Tem forró e tem São João;
Tem sanfona chamando o povo
Pra dançar no terreiro do chão.

Acende a fogueira,
Deixa a lenha devagar queimar;
Com a brasa bem acesa,
Batata e milho eu vou assar.

Vai ter canjica e pipoca,
Vai ter aluá pra refrescar;
É o sertão vestindo festa,
Convidando todo mundo pra cantar.

É o forró estralando,
É o povo inteiro em animação;
É zabumba, é triângulo,
É alegria tomando conta do salão.

Não há nada neste mundo
Que eu possa comparar, não;
Quando o mês de junho chega,
Bate mais forte o meu coração.

E o povo segue cantando,
Com fé, amor e gratidão:
— Viva Santo Antônio!
— Viva São Pedro!
— Viva São João!

Porque quem nasce sertanejo
Leva consigo essa paixão;
Pode até ganhar o mundo,
Mas nunca deixa o sertão.