Carlos Bolsonaro deixa cargo no PL por candidatura

Renúncia visa cumprir normas eleitorais para disputa ao Senado

Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado, decidiu deixar seu cargo de dirigente nacional do Partido Liberal (PL) no início de julho. A renúncia, que implica abrir mão de um salário mensal de R$ 38 mil, foi uma medida para cumprir a exigência legal de descompatibilização, evitando possíveis contestações jurídicas em sua candidatura por Santa Catarina.

A decisão chega após a renúncia de Carlos ao mandato de vereador no Rio de Janeiro em dezembro passado, com o objetivo de disputar uma vaga no Legislativo catarinense. As regras eleitorais exigem que dirigentes partidários deixem seus cargos para concorrer nas eleições de outubro.

Em comunicado feito pela internet, Carlos Bolsonaro explicou a importância da medida para proteger seu projeto político contra interpretações divergentes dos tribunais. Ele destacou que há diferentes entendimentos sobre a necessidade dessa ação, mas optou por garantir que o processo eleitoral ocorra sem margem para dúvidas legais.

Candidatura sem brechas jurídicas

O pré-candidato enfatizou que sua saída não foi motivada por manobras políticas e reafirmou seu compromisso com a transparência. “Hoje era o prazo final para essa descompatibilização. Decidimos abrir mão do cargo para assegurar que todo o processo siga livre de qualquer interpretação da Justiça Eleitoral”, afirmou.

Com a entrega do posto na sede nacional do PL em Brasília, Carlos Bolsonaro encerra sua atuação administrativa no partido. Em mensagem aos apoiadores na Região Sul, ele reiterou seu compromisso com a responsabilidade e transparência na política.