A morte de um sambista

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A morte de um sambista
A morte de um sambista (Foto: Gerado por IA)

Partiu o sambista,
Um amigo,
Mais um parceiro.
Deixou o samba triste,
Morre um batuqueiro.

O morro todo se cala,
Só o surdo é quem marca
Nosso samba primeiro.
Nossa escola hoje chora
Por seu companheiro.

O tamborim não tocou,
A cuíca chorou
Com o morro inteiro.
Quando seu corpo chegou,
O desfile parou
E o povo gritou
O seu nome inteiro.

Eu comecei a cantar,
E a escola, ao passar,
Fez o povo lembrar,
Em coro a entoar
Nosso samba-enredo.

Juro que não aguentei,
E até eu chorei
Vendo o seu enterro.
Mas o que me consola
É ver sua glória
Pelo mundo inteiro.