Trump está disposto a negociar tarifas com o Brasil

Decisão veio após breve conversa entre Trump e Lula nos bastidores da Assembleia Geral da ONU.
Trump está disposto a negociar tarifas com o Brasil.
Trump está disposto a negociar tarifas com o Brasil. (Foto: Reprodução/Instagram Donald Trump)

O governo dos Estados Unidos informou que o presidente Donald Trump está aberto a negociar tarifas com o Brasil. A decisão veio após uma breve conversa entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos bastidores da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.

A confirmação partiu de Amanda Robertson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, durante entrevista à CNN. Segundo Amanda, a reunião entre os dois líderes foi espontânea e agradável, com a promessa de um encontro futuro na semana seguinte. "Agora se está arrumando os detalhes desta reunião", declarou.

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Em relação às tarifas, Amanda destacou que Trump vê nelas uma ferramenta de negociação. "Desde o começo do seu mandato, o presidente Trump deixou claro que está aberto a negociar com qualquer país", explicou a porta-voz. Ela acrescentou que as tarifas são vistas como uma oportunidade de discutir e chegar a acordos que beneficiem ambos os lados.

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Possíveis temas: Bolsonaro e comércio

O governo brasileiro já mostrou interesse em abordar questões comerciais, como a redução da tarifa de 50% sobre o etanol, caso haja uma mudança nas declarações de Trump sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A relação entre os dois países tem sido marcada por divergências, especialmente sobre o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

Amanda Robertson ressaltou que Marco Rubio, secretário de Estado, tem uma relação próxima com Trump e o aconselha em assuntos envolvendo o Brasil. No entanto, ainda não está decidido se o tema Bolsonaro será discutido na reunião. "Também é decisão do Lula quais temas ele vai colocar na mesa", pontuou.

Narcotráfico na Venezuela

Outro ponto abordado foi a situação de ataques a embarcações na costa da Venezuela, mencionada por Lula. O presidente brasileiro afirmou que força letal não seria necessária nesses casos. Amanda destacou que a posição dos EUA é firme: "O presidente Trump deixou claro que grupos de narcoterroristas são uma ameaça enorme", afirmou.

A data do encontro entre Trump e Lula ainda não foi confirmada, mas Amanda indicou que as expectativas são de que ocorra em breve. Os detalhes exatos da conversa serão definidos nos próximos dias.

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