Testemunha diz que Lulinha recebia mesada do "Careca do INSS"

No depoimento, testemunha relatou que filho de Lula recebia R$ 300 mil por mês.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), à frente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), trouxe à tona uma declaração polêmica nesta segunda-feira (16). Segundo ele, uma testemunha afirmou que Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebia uma mesada de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. Este último é apontado como o principal responsável pelas fraudes no sistema de aposentadorias. As informações são do site InfoMoney.

Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Viana comentou sobre as dificuldades enfrentadas pela CPMI. “O governo blindou e nos impediu de quebrar o sigilo fiscal dele”, lamentou, referindo-se a Lulinha. Embora a CPMI tenha aprovado a quebra do sigilo, a decisão foi revertida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Outro ponto abordado por Viana na entrevista foi uma mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, destinada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. A mensagem, enviada em 17 de novembro, dizia "conseguiu bloquear?" e chegou ao celular que é uma linha funcional do tribunal. Vorcaro foi preso pouco depois do envio.

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Viana pretende buscar esclarecimentos do STF sobre quem utilizava a linha no momento da mensagem. Ele ressaltou que, em um país sério, o ministro Moraes e os parlamentares citados seriam afastados. Viana esclareceu que o fato de o nome do ministro aparecer nos contatos de Vorcaro não implica necessariamente em irregularidade, pois o banqueiro possuía uma vasta rede de contatos.

Curiosamente, o próprio nome de Carlos Viana consta na lista de contatos de Vorcaro, mas o senador disse que não o conhecia antes do escândalo vir à tona.

Por fim, Viana expressou sua torcida para que Vorcaro firme um acordo de delação premiada. Ele acredita que o ministro André Mendonça, do STF, estaria disposto a homologar tal acordo, mesmo se isso implicasse em citar outros ministros da Corte.

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