Tarcísio manifesta apoio à prisão domiciliar para Bolsonaro em encontro no STF
De acordo com a agenda oficial, o governador também discutiu questões relacionadas à Sabesp.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reuniu-se na quinta-feira (19) com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante os encontros, além de buscar melhorar o relacionamento com a Corte após críticas passadas, Tarcísio destacou a necessidade de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No decorrer do dia, Tarcísio encontrou-se com diversos ministros, incluindo Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Gilmar Mendes e o presidente do STF, Edson Fachin. Cada reunião teve seu foco específico, mas o tema de maior sensibilidade foi a situação de Bolsonaro.
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De acordo com a agenda oficial, o governador também discutiu questões relacionadas à Sabesp — Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo — que enfrenta desafios legais quanto à sua desestatização. O ministro Cristiano Zanin é o relator destas ações que questionam o processo.
O encontro ocorre pouco antes do início da análise de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nesta sexta-feira (20). A ação foi apresentada pelo PT e tem como alvo o processo que levou à privatização da Sabesp, empresa que desempenha papel crucial no fornecimento de água e no tratamento de esgoto para o estado de São Paulo.
Nos bastidores, Tarcísio ressaltou a Alexandre de Moraes suas preocupações sobre o estado de saúde de Bolsonaro. A defesa do ex-presidente insiste que ele deve cumprir pena em regime domiciliar, argumentando que a infraestrutura da Papudinha não oferece condições adequadas para acompanhamento médico contínuo ou respostas rápidas em emergências.
Aliados de Bolsonaro trabalham para sensibilizar o STF sobre a necessidade do benefício, citando razões humanitárias. A saúde do ex-presidente, que passou por mais de seis cirurgias desde 2018 e enfrenta complicações persistentes, é central nos argumentos. Mesmo após alta hospitalar, o risco de novas emergências médicas é uma preocupação, potencialmente resultando em idas e vindas entre o sistema prisional e hospitais, o que poderia desgastar ainda mais as relações com a Corte.
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