Pesquisa aponta que reprovação de Lula atinge 61% após fraude no INSS

Operação da Polícia Federal expôs desvios de recursos na ordem de R$ 6,3 bilhões.

A recente pesquisa Gerp trouxe dados reveladores sobre a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, apenas 30% dos brasileiros aprovam a gestão de Lula, enquanto expressivos 61% manifestaram reprovação. Esse índice de desaprovação representa um aumento significativo em relação a avaliações anteriores, refletindo a instabilidade política decorrente de recentes acontecimentos. 

A fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelada em abril, desencadeou um cenário de desconfiança e descontentamento entre a população. Com a descoberta de um esquema de desvios milionários associados a descontos irregulares, a imagem do governo petista foi duramente impactada. A operação da Polícia Federal expôs desvios de recursos na ordem de R$ 6,3 bilhões, gerando um abalo na confiança dos cidadãos. 

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Para tentar conter os danos e resgatar a confiabilidade, o governo anunciou medidas para a devolução dos valores desviados, incluindo a disponibilização de um sistema para questionamento dos descontos abusivos. A expectativa é de que um cronograma de restituições seja divulgado até o final do mês, visando mitigar os impactos desse escândalo na percepção da população. 

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Analisando a pesquisa por regiões e perfis demográficos, observa-se que a desaprovação a Lula é mais acentuada no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, ultrapassando os 60% em algumas localidades. Mesmo em regiões onde historicamente o PT obteve forte apoio, como o Nordeste, a desaprovação atingiu 45%, sinalizando um desgaste significativo para o partido. 

Entre os públicos feminino e masculino, a reprovação também se destaca, com 58% entre as mulheres e 64% entre os homens. Os jovens, especialmente na faixa etária de 16 a 17 anos, apresentam uma desaprovação expressiva de 82%. Em relação à renda, os estratos mais baixos demonstram maior aprovação, enquanto nas faixas de renda mais elevadas, a desaprovação é mais pronunciada. 

Com a abrangência da pesquisa, que ouviu 2.000 eleitores entre os dias 28 e 31 de maio de 2025, percebe-se um cenário de descontentamento generalizado com a gestão atual. A margem de erro de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos confere um alto grau de confiabilidade aos resultados, alertando para as questões sensíveis que envolvem a administração pública e sua relação com a opinião pública.

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