Mark Zuckerberg fala em 'censura' e cita cortes latino-americanas

Zuckerberg critica censura em redes sociais e anuncia mudanças na Meta
Zuckerberg critica censura em redes sociais e anuncia mudanças na Meta
Zuckerberg critica censura em redes sociais e anuncia mudanças na Meta (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

No vídeo publicado nesta terça-feira, 7, em sua conta no Instagram, o presidente da Meta, Mark Zuckerberg, criticou medidas de moderação adotadas por governos da União Europeia, América Latina e China. Segundo ele, essas iniciativas têm restringido a liberdade de expressão nas redes sociais.

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Zuckerberg afirmou que a América Latina possui “tribunais secretos de censura” capazes de ordenar a remoção de conteúdos sem transparência. Ele também mencionou a crescente regulamentação na Europa, que estaria dificultando a inovação, e destacou a pressão por censura vinda até mesmo do governo dos EUA nos últimos anos.

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Embora não tenha citado casos específicos, a declaração ocorre em um contexto de disputas judiciais envolvendo redes sociais na região. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o X (antigo Twitter), de Elon Musk, no Brasil, após a plataforma se recusar a bloquear perfis ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acusados de disseminar notícias falsas. O impasse foi resolvido em outubro, quando o X pagou uma multa de R$ 28 milhões.

Zuckerberg anunciou mudanças nas plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, que voltarão a sugerir conteúdos políticos nas linhas do tempo dos usuários. Ele explicou que, nos últimos anos, as redes reduziram o alcance de publicações políticas devido ao descontentamento dos usuários. Contudo, o CEO afirmou que o mundo está entrando em uma “nova era” e que é hora de as plataformas retornarem às suas “raízes”.

Entre as mudanças, Zuckerberg destacou a eliminação de políticas de conteúdo que, segundo ele, acabaram sendo usadas para “calar opiniões”. Ele citou como exemplo a suspensão de sinalizações em publicações relacionadas a imigração ou gênero.

O CEO também defendeu que as redes sociais recuperem a “liberdade de expressão perdida” e pediu apoio ao governo dos EUA para enfrentar as tendências globais de censura. Procurada pela imprensa, a Meta não comentou as declarações.

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