Lula busca fortalecer imagem internacional em reunião com Trump

Visita aos EUA foi planejada após conversa telefônica entre Lula e Trump, na semana passada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende usar o encontro agendado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (07), como uma estratégia para reafirmar seu prestígio internacional em meio à crise com o Congresso Nacional em seu terceiro mandato.

Recentemente, Lula sofreu um revés quando o Senado rejeitou pela primeira vez em 132 anos um indicado seu para o Supremo Tribunal Federal (STF), alimentando discursos da oposição de que seu governo está enfraquecido. O termo "pato manco", usado para descrever presidentes com pouco poder político no fim de mandato, tem sido mencionado por críticos.

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A visita aos Estados Unidos foi planejada após uma conversa telefônica entre Lula e Trump, ocorrida na semana passada. Com isso, o presidente brasileiro busca demonstrar força política, apesar do acontecimento recente envolvendo a rejeição do nome de Jorge Messias, advogado-geral da União.

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Além disso, o encontro pode ajudar a tirar o foco da crise política interna, enquanto Lula avalia como reagir ao fato de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria agido contra seu indicado. A reunião também serve para neutralizar as iniciativas do senador Flávio Bolsonaro de se aproximar de Trump durante sua campanha política.

Durante um discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas, em março, Flávio Bolsonaro pediu atenção internacional às eleições no Brasil, além de exortar por uma pressão diplomática para garantir o funcionamento adequado das instituições brasileiras. Ele destacou ainda a importância do Brasil para os Estados Unidos como alternativa à China em relação a minerais críticos.

Na pauta do encontro entre Lula e Trump, estão temas como as investigações americanas sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil, a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como terroristas, e a cooperação no combate ao crime organizado.

Além disso, os líderes devem abordar a exploração de minerais críticos, com uma proposta dos Estados Unidos para que o Brasil participe de uma coalizão internacional dedicada ao fornecimento e refino desses recursos. A condição política da Venezuela e suas repercussões na América do Sul também será discutida, considerando o histórico crítico de Lula à intervenção militar americana no país vizinho.

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