Lideranças petistas no PI divergem sobre apoio à reeleição de Ciro Nogueira

A aproximação de Nogueira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visa angariar apoio.

No Piauí, o apoio ao senador Ciro Nogueira (PP) para reeleição tem gerado divergências entre as lideranças do PT. A aproximação de Nogueira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visa angariar apoio, mas a aliança é polêmica devido à campanha do senador para Jair Bolsonaro em 2022, vista como traição por muitos petistas locais.

Os candidatos governistas ao Senado no estado já estão definidos: o senador Marcelo Castro (MDB) e o deputado federal Júlio César (PSD). Ambos lideram os diretórios regionais de seus partidos, que têm autonomia para articulações políticas consideradas estratégicas. Sob a presidência de Gilberto Kassab, o PSD abriga presidenciáveis de direita, mas também integra a base governista no Planalto.

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Ciro Nogueira propôs um acordo a Lula e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sugerindo neutralidade nas eleições presidenciais, em troca de apoio exclusivo a Castro no estado. Contudo, o deputado estadual Fábio Novo, presidente do PT no Piauí, rechaçou a ideia, afirmando que Nogueira "teve muitas chances" e que "em todas traiu" os petistas. Novo comparou Ciro a Judas Iscariotes, criticando suas ações políticas passadas.

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Por outro lado, o deputado federal Flávio Nogueira, também do PT, adota uma postura mais aberta, indicando que "tudo pode acontecer" em relação à aliança com Ciro. Ele sugere que o partido deve considerar alianças estratégicas para o segundo turno, visando fortalecer as candidaturas de Lula e do governador Rafael Fonteles (PT).

A nível nacional, Edinho Silva, presidente do PT, reforçou que a tática eleitoral no Piauí já está "decidida e deliberada", defendendo as candidaturas de Castro e Júlio César ao Senado. Júlio César, por sua vez, destacou o apoio do PSD ao projeto político em torno de Fonteles e Lula, após reunião com Kassab em São Paulo.

Dr. Hélio, deputado estadual do MDB, afirmou que os emedebistas estão tranquilos em relação ao projeto político conjunto com o PT. A aliança prevê que o PT indique o pré-candidato a vice-governador, enquanto o MDB receberá a indicação ao Senado. Marcelo Castro, diretamente envolvido nas negociações, optou por não comentar as movimentações atuais.

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