Justiça do Piauí nega saídas à vereadora Tatiana Medeiros

Ela desejava encontrar-se com seu advogado nos dias 7, 8 e 9 de outubro.
Tatiana Medeiros, vereadora de Teresina pelo PSB.
Tatiana Medeiros, vereadora de Teresina pelo PSB. (Foto: Jonas Carvalho/Rede Clube)

A Justiça Eleitoral do Piauí rejeitou o pedido da vereadora Tatiana Medeiros, do PSB, para deixar temporariamente sua residência sob prisão domiciliar. Ela desejava encontrar-se com seu advogado nos dias 7, 8 e 9 de outubro, preparando-se para a audiência de instrução e julgamento de uma ação penal eleitoral.

A decisão foi divulgada pela 98ª Zona Eleitoral de Teresina no Diário da Justiça Eletrônico, nesta segunda-feira (06). Tatiana Medeiros enfrenta acusações de organização criminosa, corrupção eleitoral, entre outros crimes.

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A juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 1ª Zona Eleitoral, negou o pedido, justificando que não houve comprovação da impossibilidade de realizar as reuniões na residência da vereadora. Desta forma, o direito à ampla defesa está mantido, desde que as condições da prisão domiciliar sejam respeitadas.

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A Justiça reforçou que, em situações de prisão domiciliar, saídas são permitidas apenas quando há necessidade comprovada e nenhuma alternativa viável. No caso da vereadora, a necessidade de ir ao escritório do advogado foi considerada desnecessária.

A magistrada lembrou que autorizações anteriores, como para depoimentos no Ministério Público, não garantem a repetição do benefício. Cada solicitação deve ser avaliada individualmente. A audiência de instrução e julgamento está marcada para 13 de outubro, com 112 pessoas a serem ouvidas em cinco dias sobre o caso. A sentença para Tatiana e outros sete réus, incluindo seu namorado Alandilson Cardoso, é esperada para novembro.

Relembre o caso

Tatiana Medeiros foi presa em 3 de abril, após um mandado de prisão preventiva expedido em 23 de março. Em 3 de junho, foi concedida prisão domiciliar por motivos de saúde, sob medidas cautelares.

Segundo a Polícia Federal, a campanha que elegeu Tatiana para a Câmara de Teresina, em outubro de 2024, teria sido financiada com recursos ilícitos de uma facção criminosa. A Justiça Eleitoral a afastou do cargo, e o suplente Leondidas Júnior (PSB) assumiu a vaga, conforme o regimento da Câmara de Teresina, após 60 dias.

Enquanto esteve presa no Quartel do Comando Geral, Tatiana precisou de atendimento médico, sendo internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e no Hospital da Polícia Militar (HPM).

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