Jovem brasileiro-palestino morre por desnutrição em prisão israelense
Uma autópsia revelou sinais de desnutrição extrema e prolongada.

Uma autópsia apontou que o adolescente brasileiro-palestino Walid Khalid Ahmad, de 17 anos, morreu em uma prisão israelense devido a uma desnutrição prolongada. Ahmad se tornou o primeiro menor a falecer sob custódia das autoridades israelenses desde o início do conflito entre o Hamas e Israel em outubro de 2023, conforme relatado pela Sociedade dos Prisioneiros Palestinos (PPS).
Prisão e autópsia
O jovem foi detido em sua casa em Silwad, cidade palestina próxima a Ramallah, na Cisjordânia ocupada, em setembro do ano anterior. A família contesta as acusações feitas contra ele, alegando que nunca houve formalização das denúncias. Após a morte de Ahmad, uma autópsia revelou sinais de desnutrição extrema e prolongada, indicando graves complicações de saúde devido à falta de alimentação adequada.
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O pai de Ahmad, Khalid, denunciou a prisão do filho, afirmando que as autoridades israelenses justificaram a detenção com base em supostos atos de violência, como lançamento de pedras e coquetéis molotov. No entanto, segundo a família, o jovem nunca foi formalmente acusado e as audiências judiciais foram adiadas sucessivas vezes.
Investigação e repercussão
A morte de Ahmad gerou indignação e questionamentos sobre as condições nas prisões israelenses. O serviço de segurança de Israel e as Forças de Defesa de Israel foram contatados para esclarecer os motivos da prisão do adolescente e as circunstâncias que levaram à sua morte. O Ministério da Justiça de Israel está conduzindo investigações sobre o caso, enquanto a PPS destaca a gravidade do ocorrido, ressaltando que Ahmad não é o único caso de morte de menores sob custódia israelense desde o início do conflito.
Posicionamento internacional
O Brasil, por meio do Itamaraty, solicitou esclarecimentos ao embaixador de Israel no país, Daniel Zonshine, acerca do falecimento de Ahmad. A morte do jovem levantou preocupações sobre os direitos humanos e as condições nas prisões israelenses, com a comunidade internacional exigindo transparência e responsabilização pelas circunstâncias que resultaram nesse desfecho trágico.
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