Homem é preso depois de estuprar enteada de 12 anos

Após o crime, suspeito fugiu para outro estado.

Na quinta-feira (10), um homem de 41 anos foi preso depois de estuprar a enteada de 12 anos. O crime aconteceu em Recife (PE), mas o suspeito foi preso em Santa Rita (PB). Ele foi detido depois que a família denunciou o crime.

Conforme relatado por parentes da criança, o homem usava tornozeleira eletrônica por ter cometido crime de violência doméstica contra a mãe da vítima, sua ex-esposa. Ele arrebentou o equipamento antes de fugir para a Paraíba.

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Apesar do crime de estupro, ele foi preso pelo descumprimento de medida cautelar. Ainda de acordo com a família da vítima, o crime contra a menina aconteceu na madrugada do dia 04 de outubro. Ele teria ameaçado abusar novamente da criança caso ela contasse sobre o ocorrido para alguém.

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Na última terça-feira (08), a menina revelou para a mãe o que havia acontecido e que estava sendo ameaçada pelo padrasto. Ela contou sentir fortes dores por causa do crime. Um boletim de ocorrência foi registrado no mesmo dia.

Ao G1, uma prima da vítima contou que o criminoso confessou o crime através de uma ligação telefônica e também um áudio enviado pelo WhatsApp. Em seguida, ele sumiu.

"Quando ela [vítima] informou para ele que contaria, ele saiu dizendo para a minha tia que iria socorrer o pai e sumiu. De imediato, a minha tia foi para a Delegacia da Mulher, fizeram o boletim de ocorrência e encaminharam ela para o IML e, depois, para o [Hospital] Agamenon Magalhães, para tomar o coquetel e dar início ao acompanhamento psicossocial", contou a prima.

Família denuncia negligência

A prima da adolescente, que não terá o nome divulgado, ainda disse que a Polícia Civil de Pernambuco não solicitou a prisão preventiva do homem, mesmo com áudios em que ele confessava o crime. Com isso, ele teve tempo de fugir para  a Paraíba.

"Na Delegacia da Mulher, nos orientaram para que, no dia seguinte, fôssemos no [Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente] DPCA verificar se a advogada iria querer pedir a prisão preventiva dele. Quando chegamos lá, não fomos bem atendidas. Disseram que não era lá que resolveria isso. Uma advogada que estava nos acompanhando foi lá e tomou a frente para que eles fizessem, sim, a oitiva da criança e da mãe da criança. A delegada não quis pedir a prisão preventiva dele, pois ainda queria investigar mais", contou.

"Quando ele soube que estava todo mundo atrás dele, quebrou a tornozeleira eletrônica e ligaram [a polícia] para a minha tia. Com relação ao processo da minha prima, nem decretaram a prisão preventiva; mesmo com os áudios dele confessando, com o laudo do IML constando que houve, sim, um estupro", finalizou a prima da vítima.

Questionada pelo G1 sobre a reclamação quanto ao atendimento, a Polícia Civil informou que "a orientação é que todos os cidadãos sejam atendidos em suas unidades policiais com respeito, sem discriminação e com compromisso". A corporação disse ainda que "estranha o fato relatado e irá apurar o ocorrido".

"Imediatamente, após tomar ciência do fato, foram realizadas todas as medidas pertinentes à sua investigação. O caso segue com a Decca, que por previsão legal, ocorre em segredo de Justiça para não atrapalhar as suas diligências. A PCPE ressalta ainda que está seguindo o trâmite legal e pede cautela por parte dos familiares para que todas as diligências sejam apuradas e analisadas com a prudência que o caso exige", informou a corporação.

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