Homem acusado de estuprar mulher deficiente auditiva é solto pela Justiça

Decisão polêmica: acusado de estupro é liberado pela Justiça.
Ferimentos da vítima.
Ferimentos da vítima. (Foto: Reprodução)

Um homem acusado de estuprar uma mulher com deficiência auditiva e posteriormente amarrá-la a um trator para arrastá-la foi solto pela Justiça do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu na cidade de Soledade, ao norte do estado.

Resgate e Agressão

Após ser forçada a entrar no carro do ex-cunhado quando voltava de uma festa, a vítima foi levada para a casa de um dos agressores, onde foi espancada e estuprada por ambos. Posteriormente, foi mantida em cárcere privado. A mulher conseguiu fugir temporariamente, sendo recapturada e arrastada por uma estrada presa a um trator pelos agressores. Para sobreviver, ela simulou estar morta e foi abandonada à beira da estrada, conseguindo pedir ajuda e receber atendimento médico.

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Laudo e Confissão

Laudo pericial revelou diversos danos físicos, confirmando os abusos sofridos. Um dos agressores, em interrogatório, corroborou o relato da vítima e admitiu a intenção de matá-la. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada pela juíza e foram denunciados pelo Ministério Público.

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Reviravolta na Justiça

Surpreendentemente, a defensoria pública argumentou que um dos acusados não poderia ser responsabilizado devido a problemas mentais, levando à revogação de sua prisão. Esta decisão gerou polêmica e indignação, especialmente diante da gravidade dos crimes cometidos.

Ameaças e Relações Familiares

A advogada da vítima denunciou que a mãe de um dos acusados tem assediado testemunhas e a própria vítima, desqualificando o caso de forma vil. Os relatos indicam um comportamento intimidatório e desumano por parte da família dos acusados.

Contexto Familiar e Deficiência

A vítima revelou que um dos agressores era seu ex-cunhado e que ambos tinham um histórico de violência. Atualmente, medidas protetivas foram adotadas para garantir a segurança da vítima e de sua irmã, que também é alvo das agressões do ex-cunhado. A deficiência auditiva da vítima, adquirida após uma meningite na infância, evidencia a vulnerabilidade e a trajetória de sofrimento enfrentada por ela.

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