Governador do Ceará critica Ciro Gomes por aliança com bolsonarismo
As críticas surgiram durante uma entrevista ao programa Canal Livre, da Band.

O governador Elmano de Freitas, do PT no Ceará, fez declarações contundentes criticando a postura do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, por se tornar um "aliado prioritário do bolsonarismo". As críticas surgiram durante uma entrevista ao programa Canal Livre, da Band, onde Elmano abordou o distanciamento de Ciro de seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB), e sua recusa em apoiar os candidatos indicados por Lula.
Aliança com o bolsonarismo
Elmano de Freitas foi direto ao afirmar: "Em relação ao Ciro, não podemos caminhar juntos porque ele decidiu ser aliado prioritário do bolsonarismo no Ceará". O governador ainda pontuou que Ciro apoiou o candidato bolsonarista no segundo turno da eleição para prefeito de Fortaleza, além de anunciar seu apoio ao senador bolsonarista no estado, Alcides Fernandes, em uma possível troca de favores políticos.
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Distanciamento de Ciro
O embate político entre os irmãos Gomes foi evidenciado durante o pleito municipal do ano passado. Ciro se posicionou contra o candidato apoiado pelo PT, Evandro Leitão, e declarou seu apoio a André Fernandes, deputado federal do PL e alinhado ao bolsonarismo. Recentemente, em um discurso na Câmara Municipal de Fortaleza, Fernandes elogiou Ciro, que por sua vez manifestou apoio à candidatura de Alcides Fernandes, pai do deputado, ao Senado em 2026.
Cid Gomes e Lula
Enquanto Ciro se aproximou do bolsonarismo, Cid Gomes fortaleceu sua relação com a base de Lula, tornando-se um dos principais aliados do governo federal no Senado e apoiando a gestão de Elmano no Ceará. O governador destacou sua boa relação com Cid, ressaltando o apoio do senador à sua possível reeleição, baseada na confiança mútua e na longa história de parceria política entre eles.
Futuro político de Ciro
Apesar do distanciamento político, Cid manifestou apoio a uma eventual candidatura presidencial de Ciro, ainda que nos bastidores essa possibilidade seja negada pelo próprio interessado. O senador reafirmou que seu irmão tem todas as condições para disputar a presidência novamente, apesar de ter ficado em quarto lugar na última eleição, perdendo espaço para Lula e Bolsonaro no segundo turno.
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