Governador de Goiás critica STF e defende pacificação nacional

Caiado ainda declarou que, se vencer eleição presidencial, concederá anistia para Bolsonaro.
Governador de Goiás critica STF e defende pacificação nacional.
Governador de Goiás critica STF e defende pacificação nacional. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), declarou que, caso vença a eleição presidencial de 2026, irá conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação foi feita em nota publicada na última quinta-feira, 11, onde Caiado expressou seu descontentamento com a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Caiado destacou que a concessão de anistia está condicionada à aprovação do Congresso, sendo que o presidente pode apenas sancioná-la. Além disso, mencionou a possibilidade de decretar um indulto por iniciativa própria, ainda que em ambos os casos a constitucionalidade possa ser questionada no STF.

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Em sua manifestação, Caiado afirmou: “Se tiver a oportunidade de chegar à Presidência da República, assinarei a anistia assim que tomar posse”. Ele acredita que essa medida é essencial para alcançar a paz necessária e promover um governo focado no futuro e no progresso dos brasileiros.

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O governador de Goiás também defendeu a anistia para todos os condenados pelos eventos de 8 de janeiro, argumentando que é um passo necessário para a “pacificação nacional”. Ele criticou o fato de o julgamento ter sido restrito à Primeira Turma do STF, defendendo que todos os 11 ministros deveriam ter participado.

Segundo Caiado, o julgamento do ex-presidente deveria ter ocorrido no Pleno do Supremo, proporcionando um debate mais amplo e diversas interpretações sobre o caso. Ele ressaltou que a condenação de Bolsonaro foi antecipada por já ter tido direitos como o de defesa pública negados.

No mesmo dia, o STF estabeleceu uma pena de 27 anos e três meses a Bolsonaro e condenou outros sete réus. Entretanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiu quando a anistia será pautada, nem quem será o relator responsável pela proposta.

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