Flávio Bolsonaro se defende das acusações de rachadinha
Flávio ressaltou que cerca de 30 assessores tiveram seus sigilos quebrados durante as investigações.
O senador Flávio Bolsonaro declarou, na segunda-feira (06), sua intenção de enfrentar as acusações relacionadas à prática de rachadinha durante sua pré-campanha presidencial. Ele negou qualquer irregularidade enquanto ocupava o cargo de deputado estadual no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., Flávio comentou que a cobrança de parte dos salários de assessores foi admitida pelo ex-assessor Fabrício Queiroz. Segundo ele, Queiroz era responsável por uma equipe de panfletagem e afirmou que as cobranças eram feitas sem o seu conhecimento.
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Flávio ressaltou que cerca de 30 assessores tiveram seus sigilos quebrados durante as investigações, mas não foram encontradas movimentações financeiras que o envolvessem diretamente com os funcionários. "Não tem movimentação entre assessores e mim. Não tem absolutamente nada, nunca teve início um processo criminal contra mim", afirmou.
A investigação iniciou-se em 2018, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificarem movimentações financeiras atípicas no gabinete de Flávio. O Ministério Público do Rio de Janeiro chegou a denunciá-lo por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No entanto, decisões judiciais posteriores anularam provas significativas, o que levou ao arquivamento da denúncia em 2022.
Na entrevista, Flávio também relacionou o avanço das investigações ao cenário político após a eleição de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele enfatizou que durante 16 anos de mandato não sofreu acusações.
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