Flávio Bolsonaro defende anistia em visita a ex-ministro da Justiça preso
Anderson Torres foi ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou, neste sábado (2), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que está preso em Brasília. Torres foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por sua participação nos eventos considerados uma tentativa de golpe de Estado em janeiro de 2023. Durante o encontro, Flávio discutiu questões relacionadas à segurança pública e à anistia para os condenados. As informações são do site InfoMoney.
Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro manifestou seu compromisso em continuar articulando para que seja concedido perdão aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. "Conversamos sobre segurança pública e reafirmei meu compromisso de lutar pela anistia total, visando justiça a todas as vítimas da chamada 'tentativa de golpe'", destacou o senador em sua publicação.
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Anderson Torres foi ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e estava no cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal quando ocorreram os ataques às sedes dos Três Poderes. O Supremo Tribunal Federal o condenou a 24 anos de prisão.
Na mesma publicação, Flávio Bolsonaro fez referência ao aniversário da esposa de Torres, enfatizando o impacto emocional da prisão na rotina familiar. Ele descreveu os sentimentos conflitantes de alegria quando as visitas familiares ocorrem e tristeza quando se despedem no 19° BPM.
A defesa da anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro é uma das principais bandeiras políticas de Flávio Bolsonaro. Inicialmente, a proposta previa um perdão amplo, mas, durante a tramitação no Congresso, foi ajustada para considerar a redução de penas.
Recentemente, o Congresso Nacional rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que ampliava o benefício da anistia. Para que a medida entre em vigor, ainda é necessária sua promulgação e publicação no Diário Oficial. Caso o Executivo não o faça, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), essa atribuição.
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