Demissão por Assédio: Caixa toma medida contra ex-vice-presidente

Caixa Econômica Federal demite ex-vice-presidente por assédio moral e sexual.
Prédio da Caixa Econômica Federal
Prédio da Caixa Econômica Federal (Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal tomou uma decisão drástica por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU): o ex-vice-presidente Antônio Carlos Ferreira de Sousa foi demitido por justa causa. Após afastamento do cargo em julho de 2022, devido a denúncias de assédio sexual e moral durante a gestão de Pedro Guimarães, ele enfrenta agora as consequências.

Investigação e Consequências

Após a divulgação das acusações, a CGU tornou pública a portaria do desligamento de Sousa no Diário Oficial da União. Além da demissão, o ex-vice-presidente está proibido de ocupar cargos de confiança no Poder Executivo Federal por 8 anos. Desde as denúncias, Sousa estava afastado, mas continuava trabalhando na Caixa.

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Ao criar um canal interno de denúncias, o banco investigou os relatos recebidos no Contato Seguro da Caixa, confirmando várias ocorrências de assédio por parte de Sousa. Em nota oficial, a Caixa reforçou que não tolera qualquer tipo de assédio e que o processo de apuração seguiu as normas da administração pública.

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Contexto e Desdobramentos

O caso de Sousa se insere em um contexto mais amplo de denúncias de assédio na Caixa, durante a gestão de Pedro Guimarães. Além do então presidente, vice-presidentes e diretores foram acusados, levando a renúncias e processos judiciais.

Guimarães, por exemplo, tornou-se réu em ações movidas por funcionárias do banco. Em outro episódio, a Caixa foi condenada a pagar indenização por práticas abusivas durante um evento corporativo. Acordos com o Ministério Público do Trabalho resultaram em compensações financeiras e termos de ajuste de conduta para reparar danos causados aos funcionários.

Conclusão

Os desdobramentos dessas denúncias continuam a afetar a reputação da Caixa e de seus ex-dirigentes, evidenciando a importância da ética e do respeito no ambiente de trabalho. A punição de Sousa reforça a posição da instituição financeira em coibir práticas abusivas e garantir um ambiente de trabalho saudável para seus colaboradores.

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