Caso do XV de Piracicaba alerta para "falta de transparência" em gestão
Presidente Luis Guilherme Schnor foi afastado do clube devido a falta de prestação de contas

Ainda este ano, um caso ocorrido na gestão do XV de Piracicaba, clube do interior de São Paulo, pautou discussões acerca da transparência nas gestões dos times de futebol no Brasil. No mês de abril, o Conselho Deliberativo do XV de Piracicaba anunciou o afastamento do então presidente Luis Guilherme Schnor, que após a decisão, tornou-se inelegíel para cargos eletivos do clube paulista por cinco anos.

De acordo com o presidente do Conselho, Marcelo Magro Maroun, a decisão se deve por falta de prestação de contas e informações de gestão por parte do dirigente. Após relatório da Comissão de Ética, a decisão do afastamento foi aprovada pelo Conselho Deliberativo em reunião extraordinária por maioria dos votos.
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"Após os devidos procedimentos previstos em nosso Estatuto Social e demais normativas legais aplicáveis, referido relatório apurou e concluiu pela prática de infração, relacionada à falta de transparência de informações de gestão, cometida pelo então presidente do clube, Sr. Luis Guilherme Schnor. As sanções aplicadas resultam no afastamento imediato do Sr. Schnor das suas funções como presidente do E.C. XV de Novembro de Piracicaba, além de sua inelegibilidade para cargos eletivos pelo período de cinco anos", publicou o clube em nota.
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O caso serve de alerta não somente para os clubes, evidenciando a importância de uma gestão transparente, mas também para o seu maior apoiador, a torcida, que pode contribuir para essa fiscalização, exigindo transparência na prestações de contas da admistração dos clubes.

Em entrevista coletiva, Schnor deu a sua versão sobre o caso. "Se você quiser criar uma narrativa e bloquear as possibilidades, você cria. Alegaram falta de transparência. Eu gostaria de saber como classifica isso. Eu não sei, não consigo. Só posso entender que tem uma força coletiva que não me quer aqui, independentemente de todos os anos que fui conselheiro, vice-presidente, secretário. Posso ter feito algo de errado? Não sei, pode ser, mas então aponte com clareza. Neste momento está sendo subjetivo. Acho que foi um julgamento sumário. Estou sendo acusado de algo que não fiz. Mas, de novo, prefiro pensar no XV. Eu já tinha pedido para sair por saber que esse processo estava em andamento. O XV não merece que isso se arraste. Eu estou com a consciência tranquila", pontuou.
A participação ativa dos torcedores não só fortalece a integridade do clube, mas também garante que os recursos sejam utilizados de maneira adequada e responsável. Dessa forma, é essencial que os torcedores, quando necessário, se mobilizem e exijam uma gestão transparente, assegurando que os interesses do clube sejam sempre priorizados.
*com informações do ge
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