Após depor e negar acusações, Braga Netto pede fim da prisão

Ex-ministro de Jair Bolsonaro pediu para que Alexandre de Moraes autorizasse sua soltura.

O general Braga Netto, ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, teve seus advogados solicitando ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sua libertação. O pedido veio logo após o militar prestar depoimento à Corte sobre uma ação que investiga uma suposta tentativa de golpe para evitar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente em 2023.

No depoimento, Braga Netto refutou as acusações de ter enviado dinheiro em uma sacola de vinho ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e de estar ciente da trama golpista em questão. Desde dezembro do ano passado, o general encontra-se detido sob a acusação de obstruir a investigação do suposto golpe de Estado e de tentar acessar informações dos depoimentos de delação de Cid.

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Os advogados argumentam que, com o encerramento dos interrogatórios do primeiro núcleo da suposta conspiração, a manutenção da prisão não se justifica mais. Diante desse cenário, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva de Braga Netto.

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O general está atualmente detido nas dependências da Vila Militar, no Rio de Janeiro, e foi o último réu do primeiro núcleo da ação penal a ser interrogado por Alexandre de Moraes. Além dele, outros interrogados incluíram Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro e Paulo Sérgio Nogueira.

Última fase da ação

Os interrogatórios dos réus representam uma das etapas finais do processo. A expectativa é que o julgamento, que irá determinar a condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus, ocorra no segundo semestre deste ano.

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