Saque-aniversário já está disponível para nascidos em janeiro

Trabalhadores devem optar pela modalidade, que oferece retirada parcial anual do saldo
Fachada do prédio da Caixa Econômica Federal, em Brasília
Fachada do prédio da Caixa Econômica Federal, em Brasília (Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado)

Trabalhadores nascidos em janeiro já podem realizar o saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), conforme o calendário estabelecido para 2025. A modalidade, criada em 2020, permite que os trabalhadores retirem anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. Para aderir, é necessário realizar a opção previamente pelo aplicativo ou site do FGTS, onde também é possível cadastrar uma conta bancária para receber os valores.

O valor disponível para saque é calculado com base em uma alíquota que varia entre 5% e 50% do saldo total das contas do trabalhador no FGTS, incluindo empregos ativos e inativos. Além disso, pode haver uma parcela adicional de até R$ 2.900, dependendo do saldo acumulado.
Os recursos ficam disponíveis para retirada a partir do 1º dia útil do mês do aniversário do trabalhador, com um prazo de dois meses para o saque. Contudo, ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador abre mão do saque-rescisão, que permite o saque integral do saldo em caso de demissão sem justa causa.
A modalidade de saque-aniversário tem enfrentado críticas. Em 2024, mais de 9 milhões de trabalhadores que aderiram à modalidade perderam o direito ao saque-rescisão após serem demitidos sem justa causa, o que gerou debates sobre a efetividade do modelo.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já declarou que considera o saque-aniversário um desvirtuamento da função original do FGTS, que é servir como uma proteção em caso de desemprego. Apesar de ter mencionado em 2023 a intenção de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para extinguir a modalidade, isso ainda não aconteceu.
Marinho também sugeriu a criação de mecanismos alternativos que possam garantir acesso ao crédito para os trabalhadores sem comprometer o papel de proteção do fundo. "Queremos debater com o Congresso para aprovar uma proposta que garanta crédito acessível ao trabalhador, preservando a função do fundo como proteção em caso de desemprego", disse.
Administrado pela Caixa Econômica Federal, o FGTS é um direito garantido para todos os trabalhadores com carteira assinada sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mensalmente, os empregadores depositam o equivalente a 8% do salário dos funcionários em contas vinculadas ao fundo, que podem ser acessadas em situações específicas, como demissão sem justa causa, compra de imóvel, aposentadoria ou calamidade pública.
O saque-aniversário segue disponível para quem optou pela modalidade, e os interessados devem ficar atentos aos prazos e valores para não perderem a oportunidade de retirar parte do saldo.