Policial é indiciado por furtos em mercadinho de Teresina

Policial e mais dois são acusados de furtos em lojas autônomas.
Empresários denunciam furtos em mercadinhos de autoatendimento em Teresina
Empresários denunciam furtos em mercadinhos de autoatendimento em Teresina (Foto: Reprodução/TV Clube)

Um cabo da Polícia Militar do Piauí foi indiciado por furto de produtos em um mercadinho de autoatendimento na Zona Norte de Teresina. De acordo com a empresa responsável pela loja, o prejuízo totalizou aproximadamente R$ 2,3 mil. As informações são do g1.

A denúncia partiu da mesma empresa, que relatou furtos frequentes em outros condomínios da cidade. O delegado Francis Eduardo Lira, da 3ª Delegacia Seccional de Teresina, afirmou que mais duas pessoas também foram indiciadas pelo mesmo crime.

Os furtos atribuídos ao policial militar ocorreram repetidamente ao longo de um mês, entre agosto e setembro de 2025. Ele é acusado de manipular o sistema do mercadinho para acessar a loja.

"Há vídeos que mostram ele entrando no mercadinho, retirando as mercadorias e não efetuando o pagamento. Fomos procurados pela empresa e, com base nos vídeos e no relatório deles, investigamos e o indiciamos por furto em continuidade delitiva [vários crimes da mesma espécie]", disse o delegado Francis ao g1.

Os inquéritos foram encaminhados ao Ministério Público, que decidirá se acusará os suspeitos. Caso avance, a Justiça determinará se aceita a denúncia para o início do julgamento.

Outros furtos relatados

A empresa gestora da loja tem relatado furtos recorrentes em outros mercadinhos de condomínios em Teresina. Em um caso, um morador gerou um prejuízo avaliado em cerca de R$ 7 mil.

Imagens obtidas pela TV Clube mostram moradores retirando produtos e saindo das lojas sem pagar. Os vídeos revelam clientes repetindo a prática criminosa.

Débora Oliveira, proprietária da rede, explicou que os moradores interessados em comprar precisam se cadastrar para acessar os pontos de autoatendimento, que operam de forma autônoma e são monitorados por câmeras.

"Tem uma conferência entre a venda e o momento da entrada do cliente, observando o que ele pegou de produto e o que foi pago no sistema naquele momento. Quando não faz esse encontro 100%, a gente identifica que houve um problema de retirada sem pagamento e entra em contato com o cliente", detalhou a empresária.

De acordo com a advogada Catarina Queiroz, furtos em pontos de autoatendimento são crimes e têm as mesmas implicações legais que delitos em outros estabelecimentos.