PIB brasileiro no radar: dólar acima de R$ 6 e Ibovespa reage

Investidores aguardam dados do terceiro trimestre enquanto o mercado global acompanha os EUA.
Divisa norte-americana fechou a última sessão no maior valor nominal da história.
Divisa norte-americana fechou a última sessão no maior valor nominal da história. (Foto: REUTERS / Jose Luis Gonzalez / Illustration / File Photo)

O mercado financeiro internacional está focado nos indicadores econômicos dos Estados Unidos, enquanto no Brasil, os investidores aguardam a divulgação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao terceiro trimestre. Nesta terça-feira (3), o dólar permanecia acima de R$ 6, com o Ibovespa operando em território positivo.

Desempenho do mercado

Por volta das 15h15, o dólar estava em alta de 0,18%, sendo negociado a R$ 6,0700. No dia anterior, a moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 6,0652, atingindo seu maior valor de fechamento na história. Enquanto isso, o Ibovespa apresentava um avanço de 0,53%, alcançando a marca de 125,8 mil pontos.

Economia brasileira e cenário externo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB brasileiro teve um crescimento de 0,9% no terceiro trimestre. Os setores de Serviços (0,9%) e Indústria (0,6%) impulsionaram essa expansão, apesar da queda de 0,9% na Agropecuária. O PIB acumulado até setembro mostra um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com uma revisão para cima da projeção de crescimento para 2023.

No contexto externo, os investidores estão de olho nos dados de emprego dos EUA, especialmente no relatório de criação de vagas que será divulgado na sexta-feira (6). Essas informações serão cruciais para a definição da política de juros pelo Federal Reserve, influenciando diretamente o mercado financeiro global.

A resiliência da economia brasileira tem surpreendido, impulsionada por um mercado de trabalho sólido, aumento de renda e melhores condições de crédito. A divulgação do crescimento do PIB, juntamente com os dados dos EUA, moldará as perspectivas econômicas e os rumos dos mercados nas próximas semanas.