Piauí bate recorde de empregos formais e informais, diz IBGE

Piauí atinge recorde de empregos registrados e redução do desemprego
Carteira de Trabalho Digital
Carteira de Trabalho Digital (Foto: Divulgação)

O Piauí alcançou um recorde de empregos registrados no trimestre encerrado em outubro deste ano. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE, a taxa de ocupação da população de 14 anos ou mais subiu para 50,4%, totalizando 1,328 milhão de piauienses empregados. O último resultado superior a esse foi no terceiro trimestre de 2019, quando a taxa foi de 51,8%.

Os dados revelam que, entre os trabalhadores, 261 mil piauienses estão empregados no setor privado com carteira assinada, enquanto 269 mil atuam sem registro. Além disso, 248 mil trabalham no setor público, incluindo servidores estatutários e militares.

O setor industrial foi um dos que mais se destacou, com um crescimento de 5% na quantidade de trabalhadores na indústria geral e na indústria de transformação em comparação ao segundo trimestre de 2024. O nível de ocupação aumentou de 49,7% no último trimestre para 50,4% neste, representando um crescimento de 3% em relação ao primeiro trimestre de 2023. A taxa de desemprego ficou em 4,4%, o segundo menor percentual nos últimos 13 meses.

Em nível nacional, a taxa de desocupação foi de 6,2% no trimestre encerrado em outubro, a menor desde o início da série histórica da PNAD Contínua em 2012. No trimestre anterior, encerrado em julho deste ano, essa taxa era de 6,8%, e em outubro do ano passado era de 7,6%.

A população ocupada atingiu um recorde histórico com 103,6 milhões de pessoas empregadas, representando um aumento de 1,5% em relação ao trimestre anterior e uma elevação de 3,4% em comparação a outubro do ano passado. A população desocupada caiu para 6,8 milhões, uma redução de 8% (menos 591 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e uma diminuição significativa de 17,2% (menos 1,4 milhão) em relação a outubro de 2023. Este é o menor número de desocupados desde dezembro de 2014.

O rendimento real habitual do trabalhador ficou estável em R$ 3.255 na comparação trimestral e cresceu 3,9% no ano. A massa salarial real habitual atingiu R$ 332,6 bilhões, aumentando em 2,4% (mais R$ 7,7 bilhões) no trimestre e em 7,7% (mais R$ 23,6 bilhões) no ano.