Esquema criminoso: Desvendando o golpe da garota de programa
Grupo de extorsão é desmascarado em esquema com falsas garotas de programa.
Um grupo de WhatsApp conhecido como “Canal de Bins VIP” foi descoberto como parte de um esquema de extorsão envolvendo falsas garotas de programa na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. As mensagens trocadas nesse grupo revelaram passo a passo do golpe , incluindo a criação de perfis falsos em redes sociais, coleta de informações pessoais das vítimas e ameaças feitas por supostos milicianos.
Golpe da Falsa Garota de Programa
Dois suspeitos foram presos na última sexta-feira em conexão com esse esquema de extorsão , que utilizava falsas garotas de programa para atrair e enganar vítimas. Mais de 30 pessoas foram vítimas desse golpe na cidade carioca, e diversos boletins de ocorrência com características semelhantes foram registrados em delegacias locais.
Segundo informações da CNN , o esquema era liderado por Rayene Carla Reis Lima, com a participação de sua prima Sarah Santos Borges e possivelmente de Ryan Carlos Reis Lima. Enquanto Sarah e Ryan foram detidos, Rayene continua foragida, sendo considerada peça-chave nesse esquema criminoso.
Revelações da Polícia Civil
A Polícia Civil do Rio de Janeiro desvendou um verdadeiro “manual da extorsão ” utilizado por esse grupo criminoso para realizar os golpes envolvendo falsas garotas de programa. O documento detalha em cinco etapas o modus operandi dos criminosos, desde a criação de perfis falsos até a fase de extorsão das vítimas.
- Criação de Perfis Falsos: Orientações para criar perfis fictícios de acompanhantes em plataformas online.
- Marcação de Encontros Fictícios: Simulação de encontros com as vítimas para ganhar informações.
- Coleta de Dados e Criação de Perfil Anônimo: Formas de coletar dados e criar perfis no WhatsApp de forma anônima.
- Extorsão e Ameaças: Exigência de pagamentos sob ameaças de facções criminosas.
- Descarte do Chip e Continuidade do Esquema: Descarte de chips descartáveis para evitar rastreamento.
Táticas de Extorsão Utilizadas
O esquema operava em duas fases, com uma mulher do grupo se passando por garota de programa para solicitar fotos íntimas das vítimas. Posteriormente, outro membro da quadrilha as ameaçava, fingindo ser miliciano, e exigia dinheiro sob a ameaça de divulgar as fotos comprometedoras.
As investidas do grupo incluíam o uso de aplicativos para coletar dados das vítimas, mensagens ameaçadoras se passando por milicianos, e até mesmo o envio de fotos de policiais para intimidar as vítimas. A delegada Márcia Beck, responsável pela investigação, acredita que o número real de vítimas pode ser maior devido à possibilidade de subnotificação motivada pelo constrangimento associado ao crime.