Após críticas, Janja torna perfil no Instagram público novamente

A mudança ocorreu em uma viagem oficial com o presidente Luiz, durante a cúpula dos BRICS.
Primeira-dama Janja torna perfil em rede social público após quatro meses.
Primeira-dama Janja torna perfil em rede social público após quatro meses. (Foto: Reprodução)

Janja, a primeira-dama Rosângela da Silva, decidiu reabrir o acesso público ao seu perfil no Instagram, quatro meses depois de tê-lo deixado privado. A mudança ocorreu em uma viagem oficial ao Rio de Janeiro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cúpula dos BRICS no último sábado (05).

Com uma audiência de 2,4 milhões de seguidores, Janja compartilha rotineiramente momentos ao lado do presidente e bastidores de compromissos oficiais. No entanto, a primeira-dama vinha enfrentando críticas de opositores, que questionavam sua participação em eventos oficiais e viagens internacionais. Alguns parlamentares chegaram até a usar o apelido pejorativo "Esbanja" para se referir a ela, alegando que ela excedia as funções simbólicas de seu cargo.

Em março deste ano, Janja decidiu tornar seu perfil privado após relatar ter sido alvo de "ataques misóginos". Em um comunicado na época, ela destacou que os comentários recebidos nas redes sociais não se limitavam a machismo e misoginia, mas também continham conteúdo criminoso, incluindo difamação, calúnia e ameaças à sua segurança e integridade.

A atitude de Janja gerou apoio público dentro do governo. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, condenou os ataques, considerando-os parte de uma violência política de gênero. Ela salientou a gravidade de usar as redes sociais para expressar machismo e misoginia sem qualquer filtro ético ou respeito.

Na mesma linha, a então ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, descreveu o episódio como um "dia vergonhoso" e de "retrocessos". Ela defendeu a necessidade de regulamentar as redes sociais e destacou que parlamentares não devem praticar violência contra mulheres. Cida expressou solidariedade a Janja e reforçou a importância de combater o discurso de ódio e o machismo, especialmente durante o mês de março, dedicado aos direitos das mulheres.