Adolescente que morreu enquanto fazia tatuagem foi vítima de homicídio
A primeira informação era de que a vítima tinha morrido após a explosão de uma máquina de tatuagem.
Após investigações, a Polícia Civil de Floriano (PI) descobriu que Douglas Rodrigues de Sousa, de 16 anos, não morreu de forma acidental, mas sim foi vítima de um homicídio. As primeiras informações eram de que o adolescente havia morrido após a explosão de uma máquina de fazer tatuagens.
A informação a respeito do acidente foi repassada para a polícia pela companheira da vítima, que acabou inventando sobre o aparelho de tatuagem ter explodido. Após perícia no local e maiores investigações, os policiais constataram que a descrição do ocorrido não era compatível com as evidências. Segundo o delegado Bruno Ursulino, da Delegacia Regional de Floriano, a jovem, também menor de idade, não contou o que havia acontecido de fato por medo.
As suspeitas da Polícia Civil se tornaram mais reais depois do depoimento da companheira de Douglas, que presenciou o momento em que ele foi ferido. Instantes antes, ela havia visto o suspeito do crime próximo a janela da residência. Segundo ela, a vítima e o autor do homicídio tinham uma rixa por causa de uma negociação de uma arma de fogo.
Douglas estava fazendo uma tatuagem na perna quando o suspeito atirou do lado de fora da janela. Os disparos atingiram a cabeça, na parte da trás da orelha.
De acordo com Bruno Ursulino, uma das motivações para o crime foi um desentendimento sobre uma arma de fogo. Os envolvidos eram parceiros de crime e haviam conseguido uma arma, mas não entraram em consenso a respeito do assunto e passaram a trocar ameaças.
A Polícia Civil já identificou o autor do crime e realizou diligências nas cidades de Floriano e Barão de Grajaú (MA), mas até o momento o suspeito não foi localizado. Assim como a vítima, o suspeito possui antecedentes criminais e, de acordo com o delegado, havia saído da prisão há pouco tempo. Douglas já havia respondido diversos atos infracionais por roubo.
O cadáver de Douglas chegou a ser liberado pelo necrotério do Hospital Tibério Nunes após uma falha de comunicação, mas a Polícia Civil precisou interromper o velório. O corpo foi encaminhado para Teresina (PI), onde será feito o procedimento para retirar os projéteis da cabeça da vítima, que servirão como prova do crime.
Por não haver mais o flagrante, a equipe que está investigando o caso está reunindo a documentação necessária para solicitar a prisão preventiva do suspeito.