Saudades da infância
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Hoje o meu peito está apertado
Acordei, o sol nem tinha raiado
A chuva caindo fininha no meu telhado
Embriagava-me o cheiro de terra molhada
Abri a janela do quarto para observar
O vento perfumado querendo entrar
Trazendo-me lembranças para me ver chorar
Os pingos da chuva tentando molhar
Meus pensamentos para adivinhar
Reporto-me a minha infância
Vem à memória as lembranças
Do cheiro da chuva e da terra molhada
De olhar as estrelas na madrugada
O sol já raiou e continuo na janela debruçada
A imaginar como seria
Se eu pudesse voltar um dia
Para viver essa magia
De voltar a ser criança inocente e despreocupada
Correr atrás das borboletas
Que as poças d’água vinham enfeitar
Como pétalas de rosas que ao vento bailavam no ar
Trazendo alegria e cores, para a chuva festejar
Essa saudade da infância
Às vezes fica adormecida
Mas sempre voltam as lembranças
Quero voltar a ser criança
Quero voltar a minha infância querida
Dina Paraguassú