Cercado velho
Letra (poesia) José Paraguassú Produção, música e voz IA

Cercado velho (Foto: Gerado por IA)
Cercado Velho
Lá na beira da estrada,
onde canta a passarada
quando vai rompendo o dia,
também escuto o canto da sariema,
arrepiando as penas
de tanta alegria.
Passa correndo
um bando de caititus,
espantando os jacus
que estavam se escondendo.
O sabiá, que acabou de chegar,
começou logo a cantar
uma bela melodia.
O bem-te-vi convida o azulão,
que convida o cancão
para fazer uma cantoria.
E, à tardezinha, canta triste a rolinha,
chorando, a coitadinha,
ao ver o gavião devorar a sua cria.
A noite chega e fica tudo em silêncio;
só se ouve o som do vento
trazendo uma brisa fria.
E assim a natureza descansa,
com a esperança
de começar um novo dia.