Vigilância Sanitária alerta sobre queimaduras causadas por pomada capilar no PI
Em fevereiro de 2023, a Anvisa proibiu a comercialização de todas as pomadas para modelar cabelos

O registro de 17 pessoas que deram entrada em um hospital de Teresina com queimaduras oculares após o uso de pomadas capilares modeladoras para tranças, chamou à atenção da Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (Divisa) para, mais uma vez, enfatizar aos profissionais da saúde a importância das notificações desse tipo de evento adverso no Sistema de Notificação para Vigilância Sanitária (Notivisa).

A Divisa ainda destaca que, em fevereiro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de todas as pomadas para modelar e trançar cabelos. A decisão foi resultado de uma avaliação de risco feita pela Agência, após a identificação do aumento do número de casos de efeitos indesejáveis graves associados ao uso desse tipo de produto.
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“Nossa equipe irá acompanhar os casos ocorridos em Teresina, junto ao serviço de saúde que fez o atendimento a essas pessoas e orientar os profissionais, no que diz respeito as notificações”, destacou a superintendente de Atenção Primária à Saúde e Municípios (SUPAT), Leila Santos.
O Notivisa é o sistema informatizado da Anvisa que permite o registro de problemas relacionados ao uso de tecnologias e de processos assistenciais, por meio do monitoramento da ocorrência de queixas técnicas de medicamentos e produtos para a saúde, cosméticos, saneantes, alimentos, incidentes e eventos adversos.
“Com a notificação é possível que a equipe de vigilância sanitária realize a investigação do caso e tenha subsídios para tomar decisões e estabelecer medidas preventivas que irão reduzir o risco à população”, completou a diretora da Vigilância Sanitária do Estado, Tatiana Chaves.
No Piauí, a Divisa também está orientando as vigilâncias sanitárias municipais para que façam a busca ativa desses produtos em salões de beleza e distribuidoras. “É mais uma medida que precisamos efetivar para minimizar os sérios efeitos adversos que esses produtos podem ocasionar”, finalizou Tatiana Chaves.
*com informações da Divisa
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