Três réus do caso das adolescentes Maria Eduarda e Joyce Ellen são soltos

As jovens foram brutalmente torturadas, assassinadas e enterradas em uma cova rasa em Timon.

Três dos cinco réus pelos assassinatos das adolescentes Maria Eduarda, de 17 anos, e Joyce Ellen, de 16 anos, foram liberados na terça-feira (28), após o julgamento, que estava marcado para esta quarta-feira (29), ser adiado. A decisão foi tomada pela Justiça devido à doença de um membro do Ministério Público.

As jovens foram brutalmente torturadas, assassinadas e enterradas em uma cova rasa no conjunto Parque Aliança, em Timon, no dia 20 de março de 2021. Elas moravam em Teresina e, de acordo com a Polícia Civil, foram forçadas a cavar as próprias covas antes de serem mortas e enterradas.

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Os réus Micaely Kessia Gomes Virgílio, William de Sousa Teófilo e Karina Ellen do Carmo Sousa foram libertados, enquanto Rafael Sthanley Ferreira de Sousa e Leonado Thalyson Ferreira de Sousa permanecem presos. Além desses cinco réus, outras nove pessoas também estão sendo processadas por envolvimento no caso, com diferentes participações em outras ações relacionadas aos assassinatos.

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Adiamento do julgamento e decisão judicial

O julgamento das acusadas foi adiado para 30 de abril de 2025, após solicitação do Ministério Público, devido à doença de um dos membros da acusação. O juiz responsável, Rogério Monteles, entendeu que a situação não poderia ser atribuída aos réus, o que acarretou na liberação de três deles. O juiz argumentou que manter os réus presos por mais de três anos sem julgamento violaria o princípio da proporcionalidade da Constituição Federal, que garante o direito a um julgamento justo e tempestivo.

"Não podemos permitir que os acusados permaneçam custodiados por todo esse tempo sem julgamento, pois isso contraria o princípio da proporcionalidade, garantido pela Constituição", afirmou o magistrado Rogério Monteles.

O caso segue repercutindo, dada a brutalidade do crime e a complexidade das investigações, com a sociedade aguardando o desfecho do julgamento para que os responsáveis sejam responsabilizados adequadamente.

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