SUS substituirá Papanicolau por exame mais eficiente para detectar HPV

Com a mudança, o intervalo entre coletas, na ausência do vírus, será estendido para cinco anos.
Saúde cria serviço de referência para tratar câncer de colo de útero e de mama
Saúde cria serviço de referência para tratar câncer de colo de útero e de mama (Foto: © Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil)

A detecção do HPV no Sistema Único de Saúde passará por uma significativa mudança neste ano. O teste citopatológico conhecido como Papanicolau será gradualmente substituído pelo exame molecular de DNA-HPV, conforme as novas diretrizes apresentadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Novas orientações para detecção do câncer do colo do útero

Essa transição é parte das medidas para diagnóstico do câncer do colo do útero e visa aumentar a eficácia do rastreamento. Com a mudança, o intervalo entre coletas, na ausência do vírus, será estendido para cinco anos, mantendo a faixa-etária de 25 a 49 anos para o exame de rastreio.

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O HPV é responsável por mais de 99% dos casos de câncer do colo do útero, tornando essencial a detecção precoce para prevenção da doença. A Organização Mundial da Saúde já recomenda o exame molecular como método primário para identificar o vírus, devido à sua alta sensibilidade e eficácia na redução de casos e óbitos.

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Implementação do novo teste e rastreio organizado

O pesquisador do Inca, Itamar Bento, destaca a importância da combinação do novo teste com um rastreio organizado, que busca ativamente a população-alvo, garantindo acesso ao diagnóstico e tratamento quando necessário.

Além disso, as novas diretrizes abrangem a autocoleta do material para teste em populações de difícil acesso, bem como orientações para atendimento de pessoas transgênero e não binárias.

Desafios e perspectivas

As mudanças visam otimizar o diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero, reduzindo a incidência da doença no Brasil. A implementação efetiva das novas diretrizes requer um esforço conjunto de profissionais de saúde, gestores e da população para garantir a eficácia do programa de rastreamento e prevenção.

Com a adoção do exame molecular de DNA-HPV e a organização do rastreio, a expectativa é que a detecção precoce da doença seja aprimorada, contribuindo para a redução da mortalidade e impactando positivamente a saúde das mulheres brasileiras.

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