STF rejeita recurso da "dama do tráfico" e do marido, "Tio Patinhas"

Supreme Court denies appeal of "drug trafficking couple" in unanimous decision.
Luciane Barbosa
Luciane Barbosa (Foto: Reprodução / Instagram / @luhfariasoficial)

Recentemente, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitaram de forma unânime o recurso interposto por Luciane Barbosa Farias, conhecida como a "dama do tráfico", e seu marido, o traficante Clemilson dos Santos Farias, apelidado de "Tio Patinhas". A decisão foi proferida pelo relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, que também é o atual presidente da Corte Suprema.

Condenação e Recurso

Luciane e Tio Patinhas foram condenados a dez anos de prisão por associação para o tráfico, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Após a votação no plenário virtual do STF, o acórdão da decisão foi publicado, encerrando a fase de discussão do mérito do processo.

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A defesa do casal, que se casou em 2012 e foi acusado de utilizar um salão de beleza para lavar dinheiro do tráfico, ainda apresentou embargos de declaração contra a decisão do STF. Esses embargos buscam esclarecer possíveis omissões ou trechos obscuros da sentença, sendo o último recurso antes do caso ser considerado "transitado em julgado".

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Reuniões Polêmicas

Apesar de ser apontada pelo Ministério Público como membro do Comando Vermelho e responsável por lavar dinheiro da facção criminosa, Luciane foi recebida em duas ocasiões no Ministério da Justiça para reuniões com autoridades da pasta, embora nunca tenha se encontrado com Flávio Dino, então ministro da Justiça.

As reuniões, intermediadas pela advogada Janira Rocha, ex-deputada pelo PSOL, geraram polêmica. O ministério esclareceu que as audiências foram solicitadas pela Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim), representada por Janira Rocha, e não por Luciane. Tanto o Secretário de Assuntos Legislativos, Elias Vaz, quanto o titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco Brandani, deixaram seus cargos após o ocorrido.

Diante desses desdobramentos, o caso da "dama do tráfico" e de seu marido, "Tio Patinhas", continua a despertar interesse e levantar questionamentos sobre as conexões entre o crime organizado e setores do poder público.

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