Professora da UFPI leva debates acadêmicos para as redes sociais
Professora da UFPI repercute ao levar debates acadêmicos às redes

A professora Olívia Perez, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), tem repercutido nas redes sociais ao explicar, de forma simples, objetiva e reflexiva temas que vão da política às técnicas de escrita científica.
Docente da pós-graduação em Ciência Política na UFPI e de Redação Científica, Olívia também dirige a Editora e Livraria Universitária (EDUFPI) e coordena o CP Movimentos Sociais da Sociedade Brasileira de Sociologia.
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Segundo ela, o objetivo é compartilhar a experiência acumulada nesses espaços, com vídeos e textos que unem análise crítica e provocação intelectual em uma linguagem acessível.
“O objetivo é democratizar o debate. Podemos fazer boas discussões com artigos científicos e nas salas de aula, mas as redes sociais são hoje um espaço importante também para aproximar a universidade da vida real e da realidade das pessoas”, explicou a professora.
Atenção ao usar o termo “minorias”, alerta professora
Entre os vídeos compartilhados, Olívia abordou temas como a substituição de palavras consideradas pejorativas ou que promovem narrativas distorcidas. Por exemplo, ela explicou que é um equívoco usar o termo “minorias” para se referir às mulheres, uma vez que elas representam mais da metade da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além disso, comentou sobre os julgamentos dos últimos presidentes do Brasil, Lula e Bolsonaro, com uma análise crítica sobre os respectivos governos.
Já no universo acadêmico, Olívia Perez também gerou comentários sobre a polêmica envolvendo a filósofa Marilena Chauí. Recentemente, Chauí saiu em defesa de Boaventura de Sousa Santos, acusado por 13 mulheres de assédio sexual, moral e abuso de poder no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, instituição que ele fundou e dirigiu por décadas, o que gerou discussões na comunidade acadêmica.
A professora da UFPI utilizou suas redes sociais para analisar as implicações dessa defesa e o conservadorismo nas universidades do Brasil. O vídeo foi bem recebida, sobretudo por alunos, que agradeceram por ela trazer o tema para o debate.
“Reflexão muito importante”, comentou uma internauta. “Excelente, sem preconceitos e conservadorismo”, comentou outro usuário da rede.
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