Polícia Federal investiga esquema de corrupção em licitações no Piauí
As investigações indicaram uso indevido de recursos federais destinados à saúde e educação.

A Polícia Federal realizou a segunda fase da Operação Conectados no Piauí, mirando um grupo suspeito de praticar fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. A ação, que contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), ocorreu em Teresina e Oeiras.
As investigações indicaram uso indevido de recursos federais destinados à saúde e educação. Empresas ligadas ao grupo criminoso teriam se beneficiado por meio de informações privilegiadas obtidas através de contratos com prefeituras.
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Entre os locais visitados pela PF está o escritório Escrita Contabilidade Pública, na Zona Leste de Teresina, associado a Alan Brandão, superintendente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Norte. A assessoria de Brandão negou que ele fosse o alvo das buscas.
A operação também cumpriu outros 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Única de Floriano. Durante a ação, foram recolhidos eletrônicos, documentos e valores sem origem comprovada.
A primeira fase da operação, em abril de 2024, já havia apreendido R$ 1,6 milhão em espécie no mesmo escritório. Agora, a PF busca aprofundar as investigações sobre o funcionamento do grupo e a continuidade dos crimes.
"Esta segunda fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo", declarou a PF.
Os investigados enfrentam acusações como associação criminosa, fraude em licitação e corrupção.
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