Polícia do Piauí prende familiares em caso de herança e assassinato

Advogada Valdenice Gomes Celestino foi morta em março e o principal suspeito do crime é o irmão dela
Valdenice Gomes Celestino Soares, de 53 anos, foi morta a tiros no Piauí
Valdenice Gomes Celestino Soares, de 53 anos, foi morta a tiros no Piauí (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Na manhã desta quinta-feira (5), a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) realizou a prisão temporária do filho e irmão de Adelaido Gomes Celestino, principal suspeito no caso do assassinato de sua irmã e advogada Valdenice Gomes Celestino. As prisões ocorreram em uma operação que visa esclarecer o crime chocante ocorrido em 3 de março de 2025.

Motivação do crime e desdobramentos

O agravante da situação está relacionado a conflitos familiares sobre a divisão de bens entre os herdeiros da vítima. A Polícia Civil do Piauí (PCPI) investiga a possível conexão do irmão de Adelaido, residente em Goiânia (GO), no envio da arma utilizada no crime para Paulistana (PI), local do assassinato.

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A investigação revelou um cenário de premeditação, onde Valdenice foi emboscada e executada a tiros, principalmente no pescoço, após retornar de uma visita à sua propriedade. Testemunhas afirmam que a vítima vinha sofrendo ameaças constantes dos irmãos, que não aceitavam sua atuação como inventariante no processo de partilha de terras da família.

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Áudios e mensagens atribuídas ao irmão de Adelaido, com frases sugestivas de violência, reforçam a suspeita de planejamento do crime. Relatos de tentativas anteriores de homicídio por parte dos irmãos e mudanças comportamentais após a morte da matriarca da família corroboram a tese de uma disputa sangrenta pela herança.

Fuga e cumplicidade

As investigações apontam que o filho de Adelaido teria sido cúmplice na fuga do pai, evidenciada por sua presença nas proximidades do local do crime e em outra cidade no mesmo dia, vestindo roupas similares às descritas por testemunhas. Além disso, relatórios técnicos indicam contradições em seu depoimento à polícia, vinculando seu celular à mesma rede usada por Adelaido no local do assassinato.

Já o irmão de Adelaido é investigado como mentor intelectual do homicídio, com indícios de pressão por uma "solução" para o conflito com Valdenice. A possibilidade de destruição ou ocultação de provas, incluindo o desaparecimento do celular da vítima, também está sob investigação policial.

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