Piauí é o 5º estado brasileiro com mais casos de hanseníase
Estado enfrenta uma situação hiperendêmica, desafiando o controle da doença.

O Piauí figura entre os estados brasileiros com as maiores taxas de detecção de hanseníase, ocupando a quinta posição no ranking nacional. Conforme o Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2025, o estado enfrenta uma situação hiperendêmica, desafiando o controle da doença.
Em 2025, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI) registrou 171 consultas dermatológicas e 225 atendimentos para acompanhamento de hanseníase. A instituição se concentra em casos suspeitos e confirmados, especialmente os de maior complexidade.
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Especialistas destacam que o diagnóstico tardio é um dos principais fatores que perpetuam essa situação. Muitos pacientes só descobrem a enfermidade em estágios avançados, quando já possuem sequelas físicas. A identificação precoce é crucial para prevenir incapacidades e reduzir a transmissão.
O HU-UFPI recebe pacientes encaminhados pela atenção básica e outras unidades de saúde, como aqueles com reações, inflamações nervosas e complicações associadas. O tratamento envolve medicamentos, exames, e ações preventivas, incluindo fisioterapia.
Além disso, o apoio psicológico e orientação social são essenciais, dado o estigma enfrentado por muitos diagnosticados. A hanseníase afeta principalmente a pele e os nervos, manifestando-se por manchas com perda de sensibilidade e, em casos graves, comprometimento nervoso, causando limitações permanentes.
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