Pesquisa inovadora da UFPI usa amora-preta para tratar diabetes tipo 2
Estudo abre caminhos para a fitoterapia baseada em evidências no Brasil.
Um estudo realizado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Piauí (UFPI) apresentou uma abordagem inovadora no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). A pesquisa resultou no desenvolvimento de cápsulas gastrorresistentes contendo extrato seco padronizado de Morus nigra L., conhecida como amora-preta, como uma alternativa natural e promissora.
Desenvolvimento das cápsulas de amora-preta
A pesquisa, conduzida durante o doutorado de Grasielly Rocha Souza sob a orientação do professor Lívio César Cunha Nunes, teve como objetivo integrar tecnologia farmacêutica e fitoterapia com base em evidências. O processo envolveu desde a prospecção científica em bases internacionais até a formulação sólida com liberação intestinal dos compostos ativos da planta.
+ Confira as tabelas dos campeonatos em tempo real!
Grasielly explicou que a escolha da Morus nigra foi criteriosa, baseada em consultas a bases consolidadas e critérios de relevância para o tratamento do diabetes tipo 2. O professor Nunes destacou a ampla utilização da amora-preta na medicina tradicional, incluindo sua presença na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse do SUS.
Resultados e impacto social
Com técnicas de extração otimizadas, o extrato seco resultou em compostos bioativos, com destaque para o ácido clorogênico como marcador químico. O desafio de manter a estabilidade dos compostos durante o processo térmico foi superado com sucesso, resultando em cápsulas com alta atividade antioxidante e revestimento gastrorresistente.
Nunes ressaltou a relevância social do estudo, indicando que a formulação poderá ser parte do tratamento complementar para o diabetes tipo 2, além de ser útil em programas de fitoterapia e prevenção de doenças metabólicas. Parcerias com outras instituições e planos para estudos pré-clínicos reforçam o potencial prático e terapêutico das cápsulas desenvolvidas.
Com uma base científica consistente e promissora, a pesquisa na UFPI abre caminhos para a fitoterapia baseada em evidências no Brasil. As cápsulas de amora-preta representam uma alternativa natural e inovadora no auxílio ao tratamento do diabetes tipo 2, indicando um futuro promissor na busca por terapias mais acessíveis e eficazes.

Leia também
Divulgue seu negócio e venha fazer sucesso junto com o ROTA343. Clique aqui e entre em contato conosco!





