Participação do Irã está confirmada na Copa do Mundo de 2026 pela Fifa
Gianni Infantino reafirmou a presença do Irã durante abertura do congresso da entidade.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, reafirmou a presença do Irã na Copa do Mundo de 2026 durante a abertura do congresso da entidade, realizado em Vancouver, nesta quinta-feira (30).
O evento reuniu autoridades do futebol na cidade canadense, ocorrendo em um momento de preparação intensa para a Copa do Mundo que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá. Este é um dos maiores eventos já organizados pela Fifa, e discute também as sanções internacionais contra a Rússia.
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Infantino abordou a incerteza em torno da participação iraniana, devido à guerra no Oriente Médio iniciada em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e Israel contra Teerã. Logo no início de seu discurso, ele garantiu que a seleção iraniana participará do torneio em solo norte-americano.
Na ocasião, Infantino afirmou: "Permitam-me começar confirmando, logo de início, que, evidentemente, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026". O Irã terá sua base de treinamento em Tucson, no Arizona, e está no Grupo G com Nova Zelândia, Bélgica e Egito, estreando contra a Nova Zelândia em 15 de junho, em Los Angeles.
Inicialmente, autoridades iranianas sugeriram transferir seus jogos dos Estados Unidos para o México, mas a ideia foi descartada. Recentemente, um enviado dos EUA propôs a substituição do Irã pela Itália, mas essa sugestão foi rejeitada e o Secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os jogadores iranianos seriam bem-vindos.
Apesar disso, o Irã foi a única ausência no 76º Congresso da Fifa, após um incidente com a imigração canadense. Dirigentes iranianos, incluindo Mehdi Taj, ex-membro do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, retornaram ao Irã após constrangimentos em Toronto.
Além dessas questões, Infantino enfrenta críticas pelo aumento dos preços dos ingressos e por sua relação com Donald Trump. Em meio a isso, a Fifa elevou as distribuições financeiras para quase 900 milhões de dólares, tentando evitar prejuízos das seleções.
Organizações de direitos humanos instaram Infantino a proteger os visitantes da repressão anti-imigração do governo Trump. Há também pedidos para revogar o Prêmio da Paz da Fifa, entregue a Trump, com críticas de líderes como Lise Klaveness, da Federação Norueguesa de Futebol.
O Congresso da Fifa ainda pode abordar a suspensão da Rússia do futebol internacional, vigente desde a invasão da Ucrânia em 2022, tema no qual Infantino já se manifestou favorável à suspensão das sanções.
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