Operação Prodígio: Justiça decreta prisão preventiva de líderes do esquema
Segundo a Polícia, 117 pessoas foram identificadas como suspeitas de participação nas fraudes.

As pessoas apontados como líderes do esquema de fraude bancária que causou prejuízo de R$ 19 milhões a uma instituição financeira tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça. Das 30 pessoas presas temporariamente quando a operação Prodígio foi deflagrada, 26 foram liberadas.

"As prisões temporárias expiram num prazo de 30 dias. A maioria dessas pessoas praticou o crime. Não havia a necessidade da conversão em prisão preventiva. Salvo de quatro investigados que estavam em posição de liderança e fizeram com que esse número de participantes chegassem a mais de 100 no Piauí", explica o delegado Anchieta Nery.
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Segundo a Polícia Civil, os líderes do grupo são Anderson Ranchel Dias, Handson Ferreira Barbosa, Ilgner de Oliveira Bueno e Sávio Máximo de Sousa.
Depoimento
A investigação apontou que eles atraíam "clientes" que buscavam dinheiro, e usavam seus nomes para enganar os bancos e conseguir créditos altos. O dinheiro era entregue ao cliente, e a quadrilha ficava com uma porcentagem.
Em depoimento à Polícia, o homem apontado como líder do grupo, Anderson Ranchel, disse que ganhava "um pouco de dinheiro" com a fraude: "realmente ganha um pouco de dinheiro, até porque ganhar 15% de 10, 12 mil, 20 mil não era muito dinheiro" , disse. Entretanto, a investigação apontou que os líderes recebiam até 40%, e os empréstimos chegavam a custar R$ 120 mil.

Suspeitos identificados em todo o país
Segundo a Polícia, 117 pessoas foram identificadas como suspeitas de participar dessa forma da fraude. Em todo o Brasil, são 314 suspeitos. Essas pessoas estão ligadas a mais de 600 contas bancárias com indícios de irregularidades.
Ainda de acordo com as investigações, os criminosos anunciavam empréstimos bancários facilitados em grupos de aplicativos, e também nas ruas. Depois, contas bancárias eram abertas no nome dessas pessoas, mas informando uma profissão e uma renda diferentes: médicos e engenheiros, por exemplo. O objetivo era forjar uma alta renda para conseguir muito crédito nos bancos.
Em seguida, o grupo depositava na conta um valor compatível com a renda declarada, e o banco entendia que a profissão do cliente era verdadeira. Então, concedia o crédito bancário. Essa operação era feita outras vezes, para que o crédito bancário aumentasse.
Em determinado momento, os criminosos decidiam "limpar" as contas, usando todo o crédito fornecido usando máquinas de cartão ligadas a empresas fantasmas, e não pagavam mais.
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