ONU: Quase 70% das vítimas da guerra em Gaza são mulheres e crianças.
As conta inclui 8.119 vítimas verificadas com três fontes, um número bem menor do que as mais de 43.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU revelou, nesta sexta-feira (8), que quase 70% das vítimas fatais verificadas na guerra em Gaza eram mulheres e crianças. A ONU condenou o que considera uma violação sistemática dos princípios fundamentais do direito humanitário internacional, destacando a falta de distinção e proporcionalidade nas ações militares.
A contagem oficial da ONU, que inclui apenas vítimas verificadas por três fontes independentes, soma 8.119 mortes. Esse número é significativamente menor do que as mais de 43.000 vítimas registradas pelas autoridades de saúde palestinas ao longo dos 13 meses de conflito. No entanto, os dados da ONU corroboram as alegações palestinas de que uma grande parte das vítimas são civis, especialmente mulheres e crianças.
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A ONU afirmou que essas mortes indicam uma violação contínua do direito internacional, e o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, enfatizou a necessidade de uma investigação imparcial e a preservação de todas as provas relevantes.
O conflito começou em outubro de 2023, após um ataque do Hamas, que matou cerca de 1.200 israelenses e fez mais de 250 reféns. Em resposta, as forças israelenses lançaram uma ofensiva em Gaza, afirmando que tomam cuidado para evitar vítimas civis. Israel sustenta que, em sua operação, há uma proporção de um civil morto para cada combatente, e atribui essa situação ao uso de instalações civis pelo Hamas, o que o grupo militante nega.
A ONU verificou as mortes de vítimas com idades que variam de um dia a 97 anos, e os dados continuam sendo atualizados.
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