Ministro pede investigação após beneficiários do Bolsa Família apostarem em bets

Valores que deveriam ser usados para suprir necessidades básicas estão sendo usados em jogos.
Wellington Dias
Wellington Dias (Foto: André Corrêa)

Uma nota técnica do Banco Central (BC) apontou que, em agosto, pessoas que recebem o Bolsa Família gastaram cerca de R$ 3 bilhões com ‘bets’ (casas de aposta e jogos online). A informação fez com que o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, se manifestasse e solicitasse uma investigação sobre o assunto.

O levantamento foi realizado após um pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele pretende socilitar que a PGR (Procuradoria-Geral da República) entre com ações judiciais para retirar do ar as páginas de bets enquanto não forem regularizadas pelo Governo Federal.

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Wellington Dias manifestou sua preocupação com a forma como os recursos do Bolsa Família estão sendo utilizados. O programa tem como propósito que o valor recebido seja utilizado para suprir as necessidades básicas da família, como alimentação e moradia.

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"É fundamental lembrar que os programas sociais de transferência de renda têm como objetivo primordial garantir a dignidade das pessoas em situação de insegurança alimentar. A prioridade deve sempre ser o combate à fome e a promoção de condições de vida adequadas", afirmou.

Ao receber a informação sobre o uso indevido do dinheiro, o ministro solicitou esclarecimentos ao Ministério da Fazenda.

"Estamos cientes dos desafios que o tema das apostas online apresenta e vamos trabalhar para implementar mecanismos que evitem o uso indevido de recursos de benefícios sociais", destacou.

De acordo com a análise técnica do BC, dos cerca de 20 milhões de beneficiários do Bolsa Família, aproximadamente 5 milhões fizeram apostas nas bets via PIX. O gasto médio de cada apostador foi de R$ 100. O levantamento não leva em conta apostas realizadas através de cartões ou outros tipos de transferência.

Estima-se que, dos 5 milhões de apostadores, 70% deles são chefes de família e foram responsáveis por 67% do total de R$ 3 bilhões gastos.

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