Ministro pede investigação após beneficiários do Bolsa Família apostarem em bets
Valores que deveriam ser usados para suprir necessidades básicas estão sendo usados em jogos.

Uma nota técnica do Banco Central (BC) apontou que, em agosto, pessoas que recebem o Bolsa Família gastaram cerca de R$ 3 bilhões com ‘bets’ (casas de aposta e jogos online). A informação fez com que o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, se manifestasse e solicitasse uma investigação sobre o assunto.
O levantamento foi realizado após um pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele pretende socilitar que a PGR (Procuradoria-Geral da República) entre com ações judiciais para retirar do ar as páginas de bets enquanto não forem regularizadas pelo Governo Federal.
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Wellington Dias manifestou sua preocupação com a forma como os recursos do Bolsa Família estão sendo utilizados. O programa tem como propósito que o valor recebido seja utilizado para suprir as necessidades básicas da família, como alimentação e moradia.
"É fundamental lembrar que os programas sociais de transferência de renda têm como objetivo primordial garantir a dignidade das pessoas em situação de insegurança alimentar. A prioridade deve sempre ser o combate à fome e a promoção de condições de vida adequadas", afirmou.
Ao receber a informação sobre o uso indevido do dinheiro, o ministro solicitou esclarecimentos ao Ministério da Fazenda.
"Estamos cientes dos desafios que o tema das apostas online apresenta e vamos trabalhar para implementar mecanismos que evitem o uso indevido de recursos de benefícios sociais", destacou.
De acordo com a análise técnica do BC, dos cerca de 20 milhões de beneficiários do Bolsa Família, aproximadamente 5 milhões fizeram apostas nas bets via PIX. O gasto médio de cada apostador foi de R$ 100. O levantamento não leva em conta apostas realizadas através de cartões ou outros tipos de transferência.
Estima-se que, dos 5 milhões de apostadores, 70% deles são chefes de família e foram responsáveis por 67% do total de R$ 3 bilhões gastos.
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