Mãe de Juliana Marins abre o coração e expõe indignação: 'Mataram minha filha'

Em entrevista ao Fantástico, mãe de Julianao desabafou sobre os acontecimentos na Indonésia.
Juliana realizava uma trilha na borda do vulcão quando caiu na cratera e deslizou por centenas de metros, na manhã do sábado (21). Devido às várias dificuldades que envolviam o resgate, ela não pôde ser socorrida com vida.
Juliana realizava uma trilha na borda do vulcão quando caiu na cratera e deslizou por centenas de metros, na manhã do sábado (21). Devido às várias dificuldades que envolviam o resgate, ela não pôde ser socorrida com vida. (Foto: Resgate Juliana Marins, Reprodução/Instagram)

A mãe de Juliana Marins, Estela Marins, quebrou o silêncio e expôs sua profunda indignação após a morte da publicitária brasileira de 26 anos, vítima de uma queda no Monte Rinjani, na Indonésia. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, pela primeira vez desde a trágica notícia, a mãe expressou sua imensa tristeza e inconformismo com a situação.

Falhas no resgate 

Manoel Martins, pai de Juliana, relatou que o guia que acompanhava o grupo na trilha se afastou para fumar, deixando a jovem para trás. Descreveu as decisões morosas do guia, do responsável pelo parque nacional e da equipe de resgate Basarnas.

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Juliana, cansada, foi orientada a sentar enquanto o guia se afastava para fumar por cinco a dez minutos. Após retomar o caminho, percebeu que Juliana não estava mais lá. O resgate iniciou às 8h30 e, após seis horas de trajeto, alcançaram o local por volta das 14h, onde encontraram Juliana.

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Com apenas uma corda, as tentativas de resgate fracassaram, levando à necessidade de acionar o Basarnas, que chegou às 19h do mesmo dia. O mau tempo interrompeu as buscas no domingo, sendo o corpo encontrado somente na segunda-feira.

Desafios na repatriação e autópsia

Enquanto a família lida com a dor, enfrenta dificuldades no processo de repatriação do corpo, que foi atrasado devido a mudanças no voo. Mariana Marins usou as redes sociais para cobrar a companhia aérea Emirates, que alegou superlotação no bagageiro para não embarcar o corpo.

A autópsia concluiu que a morte de Juliana foi causada por trauma, fraturas e hemorragia intensa, sem determinar qual queda foi fatal. A irmã Mariana expressa preocupação com o tempo decorrido desde o óbito, temendo novas descobertas em uma possível nova autópsia.

Repercussões e compromissos do governo

O governador da província de Sonda Ocidental se pronunciou, atribuindo as dificuldades de resgate às condições climáticas e admitindo a falta de estrutura adequada na região. Comprometeu-se a rever a infraestrutura de segurança do monte Rinjani.

Diante do cenário trágico, a família busca justiça, responsabilizando o guia, a empresa e o coordenador do parque. Enquanto isso, a mãe de Juliana desabafa sua consternação e lamenta a perda irreparável da filha, em meio a um episódio de dor e indignação profunda.

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